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o que voê acha desse povo que faz perguntinhas “polêmicas” e permanece anônimooooooo,???????????????????

bjoooo

o que você acha que devemos fazer quando um post gera polêmica suficiente para que os coments vire uma zona, e  uma leitora cutuca a outra. Qual é  papel do dono do blog? O que seria moderar comentários? Colocar panos quentes?Por exemplo, Você como blogueira joga um tema e dá sua opinião, que pode não ser a minha, porém isso gera um transtorno quando vc tenta enfiar aquilo na minha cabeça e eu na sua, muitos blogs quando entramos nos comentários se tornam chatos por só ter cutucação e imposição de opinião. Até que ponto, nos blogueiras devemos permitir determinados comentários, vc aceita todos os seus? Até ofensas? Como seria essa moderação?

Um abraço

OiOi DeChanel ..cade você???????hehehe

Acabei de ler e achei um absurdo. Projeto de Lei sobre Blogs :
http://gestao.adv.br/blog_gestaoadvbr/index.php/2010/04/22/projeto-de-lei-sobre-blogs

Abraço

Na boa e velha Internet 0.1, todo mundo era anônimo e usava um nick para navegar. Com o surgimento das redes sociais, a coisa mudou radicamente: agora o lance é exibir o seu nome e sobrenome, fotos, um perfil com informações básicas, entrar em várias comunidades que revelem os seus gostos, opiniões e o seu lugar na sociedade, além de juntar numa caixinha de friends os amiguinhos do jardim de infância, familiares, amigos, colegas de trabalho, conhecidos da naite, vizinhos, companheiros de academia, clube, inglês e natação, papagaios e demais figuras da fauna e flora humanas.

Nesse quesito, eu sou velha escola total. Respeito as pessoas que querem manter a sua privacidade e o seu anonimato na rede, assim como respeito as pessoas que tiram fotos da roupa que estão usando a cada dia e que tuitam inclusive para avisar quando vão ao banheiro. São duas posturas completamente diferentes, as duas válidas.

Eu permito os comentários anônimos neste blog, sim, por duas razões muito simples: 1) eu mesma escrevo neste blog anonimamente; 2) nem todo mundo faz um uso negativo ou prejudicial do anonimato na rede. Tampouco modero os comentários. Deixo o espaço completamente aberto à liberdade total de expressão. E aceitar, sempre aceitei todos os comentários, nunca apaguei nenhum. De vez em quando, algum comentário fica preso no servidor, mas os critérios são do wordpress e não meus.

Lógico que eu sei que muita gente aproveita o anonimato para sair vomitando barbaridades por aí. Só que muita gente exibe a sua ignorância, mesquinhez e estreiteza de visão do mesmo jeito, e assina com o nome, sobrenome, email e foto. Não vejo nenhuma diferença. No final das contas, comentários agressivos geralmente são vazios de conteúdo. Denotam que a pessoa que o escreveu não sabe interpretar textos ou se acha no direito de inferir sem ao menos conhecer técnicas básicas de análise do discurso. Quem paga o mico é ela, e não eu. Nem todo mundo sabe criticar com elegância, rebater com argumentos, discordar sem agressividade, debater sem levar para o lado pessoal. Nem todo mundo vive na civilização ainda. É triste, mas é assim.

Se lembram da criatura que escreveu que eu era pobre por criticar os impostos de importação no Brasil e que todas as caixas de supermercado são burras? Ontem mesmo, no post que escrevi sobre a ditadura da magreza, uma pessoa se deu ao trabalho de escrever um comentário enorme para dizer que eu sou gorda, feia, pobre, problemática e sapatão. A única coisa que eu posso dizer a essa pessoa é a seguinte: e se eu fosse tudo isso? Qual seria o problema? Selecionar e descartar pessoas pelas suas características físicas, étnicas, sexuais e sociais não é novidade. Os nazistas já seguiram esse princípio. E que belo resultado, não?

O que eu faço para lidar com uma pessoa retrógrada desse jeito? Mando uma cópia do meu extrato bancário ou do meu passaporte por email e começo a publicar fotos com os meus trapinhos para que ela me ame? Tiro fotos da minha coleção de maquiagens? Mostro o meu novo corte de cabelo? Não, meus caros, ser detestada por gente assim só me enche de orgulho. Eu já tenho que provar muitas coisas para mim mesma e para outras pessoas e esferas relevantes no meu dia-a-dia. Não vou gastar energia provando coisas tão pequenas para gente que conseguiu sair da escola sem saber ler, né?

Sobre o papel das pessoas que escrevem em blog – não tem jeito, não consigo gostar de “blogueiro” – na mediação dos comentários, acho que não há regras. Cada um deve seguir o seu faro e fazer o que achar mais conveniente. Sei lá, quando alguns leitores começam a se ofender, o dono do blog pode perfeitamente intervir, especialmente se há ofensas graves, racismos ou coisas do tipo. Cada caso é um caso. Eu não sou do tipo que bota panos quentes. Parto do princípio de que as pessoas podem discutir e se entender entre elas. Mas, se algum dia eu vir um leitor ofendendo gravemente outro leitor, claro que não vou permitir. Espero que isso nunca aconteça.

Por isso, esse projeto de lei é extremamente ridículo e lamentável, e dá para ver perfeitamente que a pessoa que escreveu é, no mínimo, um navegante muito amador. Alguém que desconhece a realidade virtual. Querer responsabilizar os donos dos blogs pelos comentários dos leitores é patético. O que eu vi nesse projeto de lei é a clara intenção de calar a boca das pessoas. Aliás, dêem uma olhada nesse informe do google. O Brasil é o país que mais solicita ao google que remova certos conteúdos da rede. Estranho, não? Que a Alemanha seja o segundo lugar, eu entendo. Eles estão com graves problemas com as páginas dos grupos neozanistas. Que a Índia esteja em terceiro lugar, tudo bem: o país sofre com o terrorismo, com os conflitos religiosos, tem uma relação horrenda com o Paquistão e uma política putrefata. E nós? O que justifica esse pedido de retirada de conteúdo? Tirando a política putrefata, não vejo nenhuma justificativa. Os mafiosos, digo, políticos brasileiros estão morrendo de medo do poder de expressão na internet. Esse projeto de lei é apenas mais um reflexo disso.

A única coisa que eu acho que precisa ser regulada nos blogs é a falta de transparência publicitária. Tem muita gente escrevendo e divulgando conteúdos supostamente imparciais e pessoais, quando, na verdade, há uma graninha ou alguma espécie de benefício para falar do tal produto por trás. Acho podre. Fora isso, não tem que haver regulação alguma.

Quanto a lidar com críticas, o que posso dizer além do óbvio e clichético “todo mundo erra”? Todo mundo tem um dia ruim ou expressa uma idéia de uma forma infeliz. Todo mundo dá furo. Se você deu um furo no seu blog, respire fundo, reconheça, aperte o botão do “foda-se” e seja feliz. Siga adiante. Tentar sair bem na foto quando várias pessoas criticaram de uma forma racional e educada o que você escreveu é tão infantil.

E que todo mundo opine! Ou melhor, que todo mundo aprenda a opinar. A vida em sociedade agradece. O mais legal de ter um blog, para mim, além de poder dizer o que penso, é conhecer vários pontos de vista diferentes pelos comentários que deixam. Ei, amiga, me chamar de rancorosa com bafo de alho não significa, necessariamente, que você tenha um ponto de vista de diferente do meu. Significa que você não quer ou – mais provável – não sabe argumentar. Se você acha que não tem cacife para discutir comigo ou que eu não sou digna de ouvir a sua nobre opinião, aperte o botão do “foda-se” também e seja feliz. Me chamar de mal-amada não traz nenhum benefício nem para mim nem para você, né? Bom, de repente você fica feliz por saber que eu sei que você me acha chata. Então, tudo bem.

Algumas sugestões para que a convivência virtual seja mais amena:
– Aulas de interpretação de texto;
– Aulas de redação;
– Conhecimento de técnicas básicas de análise do discurso;
– Conhecimentos legais mínimos;
– Conhecimento dos limites da liberdade de expressão;
– Diferença entre opinião vs. calúnia, injúria e/ou difamação;
– Menos melindre e mais atitude;
– Técnicas para construir argumentação e contra-argumentação.

É jogar no google e se jogar. Beijos, me amo.

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