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Queridos amigos, desse jeito, eu não sei aonde vamos chegar.

Vocês acreditam que a cadeia inglesa Primark lançou biquínis para crianças com espuma nos seios?

Claro que vários setores da sociedade começaram a fazer um pequeno estardalhaço, e, ontem, a empresa recebeu uma intimação judicial que a obrigava a retirar todos os biquínis de circulação. Depois da comoção causada, a Primark fez um pedido público de desculpas, e se comprometeu a enviar o dinheiro arrecado com os biquínis que haviam sido vendidos até então para obras de caridade infantil.

O biquíni com peitinhos seria mais uma cereja reservada para enfeitar esse bolo que vem sendo assado há muito tempo e que muita gente finge que não vê: a erotização da infância.

O lançamento desse biquíni só foi aprovado até agora por pedófilos – seres repugnantes cuja opinião não conta – e por outros cidadãos de pensamento raso e enfadonho, que, interpretando erroneamente o conceito de progressismo social, na primeira oportunidade, bradam aos quatro ventos: “moralistas retrógrados!”.

Para mim, isso é mais um reflexo de que está cada vez mais difícil ter uma infância normal. Essas pressões comerciais e publicitárias tiram a paz das crianças e, comprovadamente, causam desvios de conduta e desequilíbrios emocionais no futuro.

Claro que cabe aos pais filtrar esse tipo de coisas, mas isso não impede que as empresas tenham mais responsabilidade social, né?

Vamos deixar os futuros patrocinadores das nossas aposentadorias em paz de uma vez por todas? É, porque eu estou pensando na minha aposentadoria. Do jeito que a coisa está, essa futura geração de monstrinhos cheios de complexos não vai dar conta do recado, não. E tenho dito.

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