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Enquanto assistia ao Manifesto Primavera/Verão 2010 do Yves Saint-Laurent, me lembrei de uma russa com a que tive o desprazer de estudar um tempinho atrás.

Quase não nos falávamos, mas, sempre que ela ficava bêbada, a mesma cena se repetia…

Ela  se aproximava de mim, com o olhar desafiador e aquele jeitão de quem engoliu um cabide, e dizia no meu ouvido com o seu peculiar sotaque consonantal:

– Vocês têm a Gisele Bündchen, mas nós temos a Natalia Vodianova.

No começo, eu ria e tal. Mas aquilo foi virando uma verdadeira obsessão, e o ar desafiador foi crescendo, crescendo, crescendo… um dia, pensei que ela iria me chamar para “resolver esse problema lá fora, de mulher pra mulher”. Juro.

Vocês sabem que eu gosto de moda, de gramour e de babados de renda em geral, mas nesse tipo de furada não embarco, né? Sério, morri de medo de apanhar.

A minha pequena vitória pessoal não tardou em chegar, porque a querida russa ganhou o fofíssimo apelido de Vocês-têm-a-giselle-bündchen-mas-nós-temos-a-natalia-vodianova.

Droga, a Vocês-têm-a-gisele-bündchen-mas-nós-temos-a-natalia-vodianova está chegando!

A Vocês-têm-a-gisele-bündchen-mas-nós-temos-a-natalia-vodianova vai sair com a gente hoje?

A Vocês-têm-a-gisele-bündchen-mas-nós-temos-a-natalia-vodianova deve estar com TPM.

E quando alguém tinha um problema dizia: mas nós temos a Natalia Vodianova!

Ter a Natalia Vodianova é uma coisa, assim, que supera todos os problemas do mundo, sabem?

Até o problema de não ter a Gisele no casting nacional. Dãhr. Tem cada louco solto por aí…

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