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Acho alguns estudos de mercado sobre o comportamento dos consumidores em tempos de crise muito engraçados. Por exemplo, já se constatou que, em época de bonança material, a Playboy americana dá preferência a mulheres mais magras. Já em época de crise, as mulheres mais rechonchudas – em bom português, gostosas – ganham mais espaço na revista. Os números também indicam que, em tempos de vacas magras, o consumo de batons vermelhos dispara.

Atualmente, com a Europa imersa numa crise econômica que parece não ter fim, os estudos dizem que houve um crescimento superior a 20% no consumo de maquiagem. Fiquei chocada quando li sobre isso. Parece contraditório, não? Bom, dizem os especialistas que o fenômeno se deve ao fato de que, com tantas adversidades, as mulheres passam a valorizar mais a sua imagem exterior, pois querem parecer confiantes, bonitas e poderosas.

Não sei se essa teoria é 100% verdadeira, mas também se diz que, em função da crise, muitas mulheres trocam a qualidade pela quantidade. Ou seja, deixam de comprar produtos de maquiagem de grandes marcas, geralmente caríssimos, e passam a comprar mais produtos de marcas mais baratas – e ainda assim economizam!

Nesse contexto, a Essence – uma marca alemã lançada há relativamente pouco tempo – acabou tendo um grande boom graças aos seus preços imbatíveis. Pela comunicação da marca, dá para perceber que a Essence se dirige a um público bem jovem, pois vocês sabem que a idéia é apresentar às adolescentes as delícias da maquiagem o mais cedo possível e escravizá-las eternamente.

Na verdade, eles detectaram um substancial nicho de mercado: adolescentes geralmente não têm muita grana para bancar maquiagem, e suas peles jovens e tenras não precisam daquela cobertura-reboco básica, né?

Para garantir os preços baixos (low cost), a empresa praticamente não investe em publicidade. O lance, então, é gerar o famoso boca a boca, que no caso da Essence está funcionando bem. Eu mesma já ouvi falar muito da marca e estou aqui falando dela para vocês. Na verdade, vocês sabem que “a gente gosta de gramour” mas isso não significa que descartamos boas pechinchas, né? Sou partidária de qualquer iniciativa que facilite o acesso a produtos de qualidade. Democratizar é o verbo, né, gatas?

É claro que a Essence não é a Chanel, mas parece que os produtos têm uma relação qualidade-preço bem legal. Já ouvi falar maravilhas de alguns produtos-estrela, como a base em mousse, que ainda não testei porque não encontrei o meu tom em nenhum lugar, apesar de ter procurado bastante. Muitos produtos estão esgotados e o tititi que rola em volta de qualquer prateleira de produtos Essence é incrível. Não vi nenhum produto que custasse mais que 4€. As meninas se esbaldam – e as mães delas também!

Particularmente, fiquei satisfeita com os produtinhos que provei, e valorizo a garantia da marca de que os produtos não são testados em animais.

Aqui abaixo, vou listar alguns produtos e seus respectivos preços – em euros e convertidos a reais – para vocês terem uma idéia. Seria uma boa que esses produtos fossem vendidos no Brasil sem os brutais e jurássicos impostos de importação, né? Ou que alguma empresa brasileira adotasse a linha low cost sem abrir mão da qualidade. Mas acho que os empresários tupiniquins não estão muito interessados em começar a competir neste mundão globalizado. Preferem que as consumidoras tenham que pagar um simples rímel em 10x sem juros.

Para quem estiver de viagem marcada para a Europa, fica a dica. Afinal, nem todo mundo pode – ou quer – financiar a M.A.C., né?

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