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Para ser sincera, eu nem conferi se outros blogs já falaram do assunto e não me importo se serei repetitiva, porque eu acho que esse tipo de vacilo deve ser divulgado exaustivamente.

AVanity Fair está sendo criticada – menos do que deveria, creio eu – por ter deixado de fora a Gabourey Sidibe da sua capa de março, onde a “nova geração de atrizes-promessas de Hollywood” aparece magra, branca e faceira.

Gabourey Sidibe foi indicada ao oscar pela sua atuação no filme Precious, onde representa uma jovem pobre, que vive às margens da sociedade e que sofre constantes abusos sexuais, psicológicos e morais por parte dos pais. Precious engravida duas vezes do próprio pai e – obviamente – tem uma vida infernal. O filme também fala da relação dessa garota sofrida com a sua beleza. Precious – gorda e negra – delira que é loira, alta e magra quando se olha no espelho.

A jovem atriz foi indicada a outros 15 prêmios, dos quais levou 13. Se esses números não foram suficientes para que a Vanity Fair a pusesse em destaque na capa, o que seria então? A brancura e a magreza que ela não tem? Lamentável.

Procurada pelos meios de comunicação, Gabby Sidibe confirmou que não foi convidada para sair na capa, embora ela seja citada na matéria. Se recusou a parecer uma vítima e disse que, tudo bem, afinal, provavelmente ela iria se sentir deslocada.

Na minha opinião, por muito deslocada que ela se sentisse, ela iria se destacar naturalmente ao lado das outras. E isso dá medo. Hollywood, pelo visto, treme.

Fotos daqui, daqui, daqui e daqui.

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