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Fiquei muito orgulhosa com esse desfile! Na verdade, rolaram algumas lágrimas discretas de emoção.

Um tempinho atrás, eu e o meu querido e agridoce amigo Marquinho passeávamos pelo Marais, enquanto fofocávamos sobre assuntos diversos.

Percebi que o Marquinho estava muito tenso. Ele me confessou que estava desesperado em relação aos penteados das modelos para o desfile da Louis Vuitton.

Marquinho: Você sabe que a tendência agora vai ser cabelo com textura, né? Eu não sei o que posso fazer para abalar a boca do balão. Ouvi dizer que o Karl tá com um proposta incrível, e que vão falar do desfile da Chanel por oito dias seguidos. Oito dias?! Como eu vou fazer para superar isso?

Eu: Marquinho, um minuto, respira. Isso. Agora me escuta: que negócio é esse de tendência de cabelo com textura? Tendência de dentinhos da frente separados? Esse povo tá louco! Vou te dar um toque: caracaterísticas físicas nunca deveriam sequer ser chamadas de tendências.

Marquinho: Ué, por quê?

Eu: Características físicas podem ser homenageadas, exaltadas, idolatradas. A diversidade deve ser cultuada. Mas nunca, absolutamente nunca, uma característica física deveria ser tratada como uma tendência para a seguinte temporada. Isso é deprimente!

Marquinho: Tá, você e as suas teorias. Vamos tomar um chocolate quente no L’apparemment e relaxar, que eu não quero mais falar de trabalho.

Nunca mais tocamos no assunto. Vocês não imaginam o meu orgulho quando vi o desfile! O Marquinho deixou o Osis da Schwarzkopf de lado e apostou por uma homenagem – pura, dramática, sincera e verdadeira – aos cabelos enrolados/crespos. Arrasou!

Amiga, o Marquinho já aprendeu a lição. Agora vê se você aprende também, tá? Da próxima vez que vier com esse papo de “orelha de abano agora é tendência”, “agora o lance é ter dentes de cavalo”, “na próxima temporada, nariz estilo grego vai estar com tudo”, vai levar uma tamancada na cabeça. E não pense que só porque o tamanco é LV vai doer menos, tá?

Fotos daqui.

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