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Que a Hello Kitty é aquele tipo de fenômeno pop que divide as massas, todo o mundo sabe.

Os seus detratores afirmam que era uma vez uma menina que padecia de câncer de boca, e uma mãe que fez um pacto com o demo para que este curasse a sua filha. Em troca do tal favor, a mãe criou a Hello Kitty. Sem boca, claro. O objetivo da aparentemente ingênua bonequinha seria o de transmitir a seguinte mensagem às menininhas do mundo: não falem, não reclamem, não protestem!

Já os seus defensores se apegaram com todas as forças à versão oficial rapidamente divulgada pela Sanrio, após o vazamento da história: a Hello Kitty é uma bonequinha muito tchutchuca que foi criada por uma desenhadora disposta a proteger a sua identidade e privacidade custe o que custar. E a Hello Kitty não tem boca “para que as pessoas possam projetar os seus próprios sentimentos sobre o rosto da gatinha, já que ela tem um rosto inexpressivo. Kitty fica feliz quando você está feliz e triste quando você está triste”.

Ah, mas essa passividade toda não combina comigo, não! E já que eu posso escolher uma das versões, fico com a mais divertida!

Há muito tempo, quando recebi o email-corrente com a versão lado b da Hello Kitty, decidi que não queria mais ver essa boneca muda na minha frente! Fiz a minha parte, e joguei todas as coisas que tinha dela no lixo! E eu só tinha 15 anos! Fotografei para a posteridade:

E antes que alguém pergunte por que não doei aos pobres, esclareço: acho deprimente essa atitude pseudo-cristã de dar lixo aos pobres. Quando eu quero fazer alguma doação, compro coisas novas, porque pobre também tem dignidade, né? As coisas velhas, usadas, invejadas ou mesmo emacumbadas, eu envio para as oficinas de reciclagem ou vendo para algum brechó. Bah.

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