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a seita dos comedores de alface e o culto à deusa balança

26/04/2010

Tardei, mas voltei! ;-)

E cá estou para botar a boca do trombone sobre diversos assuntos sugeridos por vocês.

Aproveito para agradecer a todos que me mandaram idéias. Vou tentar seguir mais ou menos a ordem de envio das perguntas. Também queria avisar que, pouco a pouco, vou responder a todos os emails e tuítes que ficaram acumulados nesse período. Obrigada a todos!

Vamos começar por um assunto que está muito em voga.

Querida Dechanel, adoro seus posts ácidos portanto queria saber o que acha da associação que as pessoas fazem de peso com felicidade!!!

Outro dia vi uma menina dizendo aqui mesmo que quem diz ser feliz vestindo GG é hipócrita!!
Outra, num outro blog, numa noticia de q a Beth Ditto roubava lojas e uma pessoa disse “além de gorda é ladra”!!
Continuando pelos blogs, as pessoas dizendo q Jeniffer Hudson e Kelly Osbourne agora são lindas e felizes pq emagreceram(oi???)

Tudo isso aliado a uma proliferação de ensaios plus size, apesar de na grande maioria serem estrelados por modelos q vestem 42 (no meu entendimento de qm estudou modelagem, plus size é acima de 46, mas ok)

Vamos colocar as gordinhas no lugar ao sol da sua laje???

Oi DeChanel
Tudo bem ??
Então essa semana a polêmica declaração da Garance sobre modelos plus size : “Não deveria ser tanta comoção mostrar mulheres com corpos diferentes, mas às vezes isso é tratado como piada, ou é feito para chocar, como as modelos plus-size extra na passarela da Semana de Moda de Londres” Não é sempre uma coisa boa mostrar modelos plus-size porque não é fisicamente saudável e nem sempre favorece a moda. Seria legal a idéia de corpos diferentes serem tidos como normais em alguns anos, mas ainda não chegamos a esse ponto”.
É um tema pra discussão lá no blog que vai longe né

Beijos e bom fds pra ti!

Como jornalistas de moda, o que nos inspirou foi indagar se poderíamos utilizar modelos acima do peso e falar de moda, só isso. Não queremos desviar a atenção ao fato de que as modelos estão acima do peso. Usamos mulheres realmente gordas e não as que apenas são cheinhas. É muito mais interessante mostrar que as mulheres gordas também podem ser vistas de forma incrivelmente sexy.

Valérie Toranian, redatora-chefe da Elle francesa.

A primeira coisa que eu preciso dizer sobre esse bafafá todo: achei a declaração da Valérie Toranian muito ambígua. Até agora não entendi aonde a Elle francesa queria chegar; por isso, de certa forma entendo o que a Garance Doré quis dizer.

Dito isto, vamos lá. Eu acho que já passou da hora desse culto à magreza acabar. Já deu.

Realmente, existe uma associação do peso com a felicidade. Isso é inegável. Mesmo que você seja imune a isso, mesmo que você nem ligue para o seu peso e mesmo que você esteja superfeliz com o seu corpo – seja ele como for -, você há de convir comigo que existe uma maquinaria ideológica vendendo há décadas a concepção de que nós – mulheres, especialmente – temos que fazer o possível e o impossível para adaptar-nos a esse padrão de beleza esquelética. Trata-se de uma verdadeira lavagem cerebral. A idolatria aos ossos.

Só que – palmas para o senso comum! – nem todo mundo pode ou quer adaptar-se a esse padrão. Uma das idéias mais difundidas é a de que “só é gordo quem quer”. Parece que todas as pessoas que estão acima do peso estão porque querem, porque escolheram isso conscientemente. Porque comem muito e/ou são umas irresponsáveis. Os pecadores da gula. Fatores biológicos e genéticos são completamente ignorados. Valores infundados são amplamente divulgados. Dizem que pessoas acima do peso não podem ser felizes com o próprio corpo. Também se vende muito a idéia de que qualquer pessoa gorda pode emagrecer num passe de mágica. Basta ter muita força de vontade, determinação, garra, tenacidade e o dinheiro necessário para investir, claro. É, minha gente, a indústria da magreza movimenta rios de dinheiro.

Não existe o culto à diversidade. Todo mundo tem que ser igual. Os que não correspondem ao padrão são massacrados. Até criança se sente no direito de zoar outra criança que é mais gorda que ela. Uma pessoa considerada gorda já ganha logo um título meigo: o gordo, a anta, o trator. Ou o fofíssimo: a gordinha. Fulana, a gordinha. Acho patético viver numa era onde o politicamente correto é a forma e o fascismo estético, o conteúdo.

Direcionando para a moda… todas as pessoas são magras? Todo mundo veste 34? 36, no máximo hipermáximo? Não. Então qual é a razão desse circo bulímico? Se a realidade não é assim, por que o mundo da moda tem que ser? Porque moda é sonho, evasão, arte, delírio, viagem lisérgica? Um mundo ideal, onírico, perfeito, maravilhoso? Aham. Conta outra.

E eu falo em mundo da moda porque as próprias pessoas que trabalham no meio são obcecadas com o peso. Dos que atuam nos bastidores aos que brilham na passarela. A indústria gera consumidores igualmente obcecados com as medidas. Qualquer extraterrestre que fizesse uma análise da gente diria que os seguidores da moda formam uma espécie de seita de devoradores de alface cujo deus é uma balança. Este, para mim, é o pior efeito colateral dessa faceta da indústria da beleza: milhares de pessoas enfiam o dedo na goela a cada refeição… para poderem entrar num trapinho ss.

Vejam bem, eu não estou aqui para julgar as pessoas que fazem dietas, tratamentos, exercícios, operações e uma infinidade de outros procedimentos com o intuito de emagrecerem. Cada pessoa tem uma história, uma realidade física e emocional, está inserida num contexto e, portanto, cada caso é um caso. Cada pessoa tem as suas razões quando faz um plano para emagrecer (ou engordar), e nem todas as pessoas estão insatisfeitas com o seu corpo única e exclusivamente por causa desse padrão de beleza imposto pela indústria. O que sim afirmo é que ninguém pode se declarar completamente alheio aos padrões culturais e aos valores admirados e difundidos por uma sociedade.

E a nossa sociedade ainda está saindo do medievalismo, convenhamos. Muito blábláblá teoricamente progressista e muito auê em torno do valor da variedade e da diversidade e do mundo-benetton, mas tudo isso habita mais os livros que as ruas. E as mesas dos botecos. Que se dane, eu seguirei advogando os princípios da heterogeneidade e do amor próprio mesmo assim.

Há espaço no mundo da moda e da beleza para todos os tipos de corpos e de padrões físicos. Isto é o que eu opino. O que falta é boa vontade e abertura de horizontes, em primeiro lugar. Dou toda a razão à Garance Doré quando ela diz que “seria legal a idéia de corpos diferentes serem tidos como normais em alguns anos”, mas penso que ainda estamos longe – muito longe – de conseguirmos essa democratização dos tipos físicos. Gerar consumidores frustrados ainda é uma boa tática de vendas. Viva a era do prozac!

Além disso, quebrar paradigmas e revolucionar mentes é um processo lento e doloroso. Daqui a pouco, o povo vai cansar dessa magreza toda e voltar a cultuar as gordurinhas. Aí a minha tataraneta vai escrever no blog dela que essa ditadura da gordura está enchendo o saco, e que ela já não suporta comer doce de leite e salame para engordar e ficar no padrão. Que a indústria da gordura movimenta rios de dinheiro. É tudo cíclico, meus caros. O ser humano precisa de uma obsessão para ser feliz. Ou melhor, infeliz.

Uma pequena observação: sou declaradamente contra os extremos. Anorexia e obesidade extrema são problemas graves de saúde e devem ser tratados como tal. Acho que, no meio da moda e da beleza, não há espaço – ou não deveria haver – para pessoas com problemas desse tipo. Explorar a imagem dessas pessoas, para mim, tem um nome: oportunismo.

E vocês? Estão cansados dessa ode aos ossos? Querem ver “gente como a gente” dando as caras no mundo da moda? Ou acham que uma modelo 44 profana as páginas das nossas bíblias de beleza? Sem censuras, abri vossos corações. :-)

87 Comentários leave one →
  1. 26/04/2010 22:45

    Nossa, eu nem sei por onde começar no meu comentário!!

    Prova de que essa indústria influencia e muito são os comentários que existem quando se é criança…Se vc é/foi uma criança gordinha, tenha uma certeza: irá ganhar vários apelidinhos e ser tratada como inferior por alguns “coleguinhas” de escola. E se são crianças, que normalmente não fazem dieta, é pq já nascem nesse mundo de que somente os magros são bonitos.

    Se vc vai até a banca de jornal, 80% das revistas tem dicas de como emagrecer ou como a famosa tal mantém o corpo em dia.

    E quando vai em lojas e está lá “tamanho 40″ ou “tamanho G” e a roupa é minúscula, bem mais para 36 ou P?!

    Também não sou a favor dos extremos, quando chega a causar doença, mas tem muita gente que cria uma obscessão em relação ao corpo e ao que os outros vão pensar, que acabam ficando neuróticas e doentes.

    E é difícil mesmo ver alguém que seja gordinho dizer que está satisfeito com o corpo, a maioria ta fazendo dieta.

    Ótimo post, parabéns!

    • 27/04/2010 15:39

      Difícil pode ser, mas não impossível. Eu sou gordinha, não faço dieta e sou feliz! (menos nesse momento que estou super gripada! Hahaha)

      • 27/04/2010 20:53

        Eu sou magra e não estou satisfeita com o meu corpo… e aí? rsss
        O que dá dinheiro é a insatisfação!
        tipo quem tem cabelo liso achar o máximo fazer baby liss e o resto do mundo se jogar na progressiva

  2. 26/04/2010 22:46

    Viva a diversidade de tamanhos, cores e pensamento! Admire a beleza da rosa e da margarida sem comparações e seja feliz!
    Bjks
    Mel

  3. 26/04/2010 22:55

    Adoro seu texto!
    E eu penso a mesma coisa que você.
    A Garance Doré quis dizer que nao adianta colocar mulher extremamente gorda e dizer “Ok”.
    Nem tanto ao céu , nem tanto a terra ( mesmo pq a populaçao do mundo tem peso na faixa saudavel) e acho q a moda tem q vender p a maioria e vender saude tbm. Sem discriminar os estremos ( obesos e anorexicos )
    Bjos!
    Parabéns pelos assuntos divertidos e ao mesmo tempo sério.

  4. Ildete Pereira Link Permanente
    26/04/2010 22:55

    É por isso que comecei a acompanhar esse blog.. hehehe..
    Apoiada.. nem obesa nem anoréxica (nada de extremos) … as magras e as mais cheinhas podem sim deixar uma roupa bonita e serem igualmente bonitas… uma não exclui a outra…

    Ildete Pereira
    Mossoró-RN

  5. Anônimo Link Permanente
    26/04/2010 22:56

    PQP!! aturar gordo em revista de beleza vai ser phoda. também acho que gordo que se diz feliz é hipócrita. por isso mesmo que tu falou, a sociedade valoriza os magros. todo gordo quer ser magro. todo 44 quer ser 42. todo 42 gostaria de ser 40. isso é o que eu acho. vc mesma falou, sem censuras. beijos.

  6. 26/04/2010 22:56

    Desculpe , corrigindo meu enorme erro de português “extremo”.

  7. 26/04/2010 22:56

    Cara amiga DCNL,
    essa questão é tão complicada que nem sei por onde começar. No meu caso, por exemplo, estou acima do peso, sim. Mas luto há 28 anos para estar mais magra.
    Não porque eu vejo gente nas revistas que considero mais bonitas que eu. É simplesmente porque não tem sensação pior no mundo do que entrar em uma loja bacana e não ter nada do seu tamanho para usar. E isso cria um círculo vicioso de meninas chateadas: “não tem roupa pra mim, então vou comer pra esquecer, engordar e continuar não tendo o que vestir”

    Tô no manequim 42 hoje. Mas, aparentemente, esse número ainda é exorbitante dentro dos padrões das lojas brasileiras…
    A Kate Moss foi gongada quando disse “Nothing tastes as good as thin feels”. Mas, no fundo, eu entendo isso.
    Já emagreci 30 kg, engordei 20, agora emagreci mais 15 e fico nesse vai-e-vem eternamente. E nunca me senti tão bem quanto na época em que estava magra. Ver o ponteiro da balança descer é tão motivante quanto fechar o zíper de uma calça antiga que não cabia.
    Hoje, tento encontrar felicidade em outras coisas que não são um pote de sorvete, como correr na praia e, claro, fazer compras…

    Na moda, a palavra é equilíbrio. Sou a favor da diversidade – não quero ver só modelos anoréxicas, nem plus-size nas revistas.
    O pessoal da moda e da mídia, que se acha muito esperto e competente, está fechado dentro de seu próprio mundinho, dentro da sua panelinha de comedores de alface e chupadores de gelo…
    E tem a questão da saúde, né? Uma menina de 1,80m e 45 kg é saudável? Tanto quanto uma outra de 1,50m e 100 kg…

    Sei lá, divaguei, divaguei e continuo sem opinião formada. O que eu queria mesmo era que as meninas adolescentes de hoje não tivessem essa pressão com a qual nós tivemos que conviver até hoje.

    bjs

  8. maureen Link Permanente
    26/04/2010 23:00

    Curti. Quando se fala nesse ato, so consigo me lembrar de uma menina que e cheinha, digamos, e não esta nem ai pra isso. E bonita e e “it girl” carioca, do jeito que ela e: gabriela garcia vanderlay, podem dar google nela.

  9. 26/04/2010 23:01

    magreza demais É FEIO, a pessoa parece uma VELHA, os homens ODEIAM e… e… eu AMO a minha bunda, ok? prontofalei

  10. 26/04/2010 23:01

    concordo inteiramente com você.

    não sei se você já reparou (e duas das fotos que você ilustrou mostram isso), mas, por que a mania de, sempre ao mostrar uma modelo plus size em capas e matérias, o povo teima em colocá-las peladas (e muitas vezes, se tem roupa, não as colocam vestindo, e sim segurando as peças), como se fossem leitõezinhos a mostrar as pururucas?

    acho péssimo. além de enfatizar que sim, elas são gordinhas e cheias de pelanquinhas e dobrinhas e precisam enfatizar isso não sei pra que (afinal, dá para perceber quem é mais gorda ou magra pela roupa, né!), parece até que não existe roupa nenhuma que fique bem nas pessoas mais cheias. irrita ver editoriais em revistas de moda com gordinhas… SEM ROUPA! se a graça é justamente ver e saber que as roupas grifadas e hypadas podem sim ficar bem em corpos que não são manequim 36. acho um puta desserviço e mais uma forma de incutir que gordinhas não têm vez, mesmo quando as revistas brincam de politicamente corretas e as colocam na capa.

    • Anônimo Link Permanente
      28/04/2010 17:38

      Nao so isso, mas ja reparou tambem como os corpos das “gordinhas” que saem nas revistas sao totalmente cheios de photoshop pra parecerem lisos e brilhantes ? Do tipo “tudo bem, ja estamos liberando as gorduras e formas arredondadas, agora celulite e estrias junto nao da neaam” que coisa…

  11. 26/04/2010 23:05

    Amiga. Não sou sentimental. Mas voce despertou más recordações. Quando tinha os meus 13 anos, me torturaaaava mentalmente por ser magrela. Sempre fui. E ainda sou.
    Dai quando lia frases do tipo: “Querem ver “gente como a gente” dando as caras no mundo da moda?” tinha a impressão de que se voce é magra, não é “gente como a gente”, é de ouutro muuundo. Que ser magra era feio, que são as curvas que todo tem que ter. E como eu só tinha 13 , curvas era tudo o que eu não tinha! osaksopaks

    Eu demorei muuuito pra desencanar. E encaro esse tipo de “neura adolescente” de um modo geral: As gordinhas querem ossos aparentes e as magrelas querem curvas. Porque nessa épóca, ninguém tá satisfeito com nada.
    Mas o fato é que não é o padrão estético “MAGRA” que é prejudicial. TODO E QUALQUER PADRÃO É PREJUDICIAL.
    Eu não queria ser magra, eu queria ser gostosa como todas as outras. E conheço um monte de outras magrelinhas que também quer. E ficava realmente chateada com esses lances, assim como uma gordinha ficaria, eu acho. Então eu entendo. Também tinha apelidinhos chatos, e essa coisa toda…

    Nunca fui da “seita dos comedores de alface”, a anorexia passou longe daqui (NUNCA despensaria um mc :9) , mas sempre tinha uma professora mais “dã” que ia investigar se eu não tinha alguma doença do tipo. Isso me constrangia pakas. ;/

    Eu sou totalmente à favor das curvas. A gente demorou séculos pra chegar ao topo da cadeia alimentar, agora não vamos viver de alface.
    Mas sou totalmente á favor dos ossos TAMBÉM . Amo os meus. São só de ruindade, mas são meus. ,)

    Post tá incríível como sempre. (:

  12. 26/04/2010 23:05

    Pois bem, como eu fui a 1a a sugerir esse tema, vou tentar ser a 1a a comentar, se ngm for mais rapido que eu pra escrever!!!

    Eu trabalho com moda e sou a favor da democratização. Não sou obcecada por estética, sou tamanho 46 e faço exercicios fisicos(do tipo 123) apenas para não ficar obesa, coisa que eu concordo, é tão perigoso quanto a anorexia!!

    Mas o que é ser obeso??? Vejo pessoas classificando alguém que veste 44 como “muito gorda”, uma 40 como M, e 46 ja é o fim da obesidade!! Desculpe mas para mim obesa é uma pessoa do tamanho de Gabourey Sibide, que sim, é uma moça extremamente talentosa e extremanente obesa!!

    Lembro-me de qdo fiz faculdade e no curso de modelagem aprendi que numa tabela de medidas padrão que os tamanho seriam: PP(36-38), P(40-42), M(44) e G(46-48), hj em dia, é praticamente impossivel achar roupas seguindo esses padrões!!!

    Vejo pessoas elogiando alguém, só pq esta ficou magra (Kelly Osborne virou modelo de estilo só pq emagreceu, por exemplo), e se almeja algo q é impossivel conseguir. Ngm observa q cada um tem uma estrutura, um tipo de corpo, uma genetica e um ritmo de vida, não adianta eu querer ter o corpo de Gisele, se o maximo q conseguirri é ficar parecida com a J.Lo(devido a bunda, obviamente)!!!

    Hj eu sou mais feliz, no meu manequim 46, danço (dança do ventre), sou feminina, amo e sou amada, vivo intensamente cada minuto que me é possível!! E não me sinto culpada por cometer o pecado da gula as vezes!! Faz parte da diversão!!!

    Até gostei do meu coment aki, mas o seu parecer sobre o assunto que sugeri foi ótemo, acho que vou postar no meu “brog”!!!
    =D

  13. 26/04/2010 23:05

    hauhauahua
    obviamente q escrevendo diretamente do emprego meu coment não seria o 1o!!!

  14. 26/04/2010 23:06

    Sem dúvidas quero ver gente normal nas revistas! Quero ver mulheres normais, com IMC’s na média, de todos os tipos de cabelo, de todas as cores de pele. Os extremos incomodam qualquer um, tanto na magreza, quanto na gordura.

    Minha professora falou que a diferença é se você tem uma massa “boa” ou “ruim”. Na verdade ela usou outro termo, mais médico, mas eu esqueci rs. Mas ela estava explicando sobre a diferença entre uma pessoa gorda e saudável (quer dizer que a massa dela é boa) e uma pessoa gorda e não-saudável (massa ruim), e isso depende de sua alimentação, exercícios físicos, etc. Ou seja, uma pessoa que aparente estar “acima do peso” não significa necessariamente que ela não seja saudável, como a propaganda diz. Inclusive é comum mulheres magérrimas apresentarem mais essa massa ruim do que as mulheres com peso normal.

    Lembre-se que o termo que ela usou foi outro, mas eu não lembro!!

    E sorte a minha que eu nunca tive paranóia com peso. Acho que fiquei tão traumatizada com as fotos tipo essas que é só osso, achei tããão feio que eu nunca quis emagrecer pra ficar assim. Também fiquei marcada com o livro Espelho Maldito que li aos 9 anos que fala de uma garota anoréxica. Mas também nunca quis engordar, e nisso a genética me favoreceu: eu não perco, nem ganho muito peso. Tenho pavor disso. Eu me lembro de quando vi, depois li (o livro marcou mais nesse quesito) Diabo Veste Prada. Cara, quando a protagonista narrava de como aquelas mulheres simplesmente eram 36, no máximo 38, e 40 era coisa de gorda… eu ficava toda: que mundo é esse? Eu visto 40!

    Quer dizer, algumas calças minhas são 38, outras são 40 – depende da modelagem.

    E, curiosamente, também vejo MUITA menina reclamando de ser muita magra, sempre vejo alguém querendo engordar, porque tá só osso. O padrão de só osso… é valorizado mais por dentro do mundo da moda, mas entre as adolescentes do meu convívio, ser magra demais é ruim: para elas mesmas, porque todo mundo acha que você é anoréxica, para os meninos (você bem sabe como a mídia adora aquela coisa de “agrade os meninos!”) porque é quase unânime: eles gostam de carne onde apertar, para os pais porque acham que estão alimentando pouco. Enfim, vejo muita menina reclamando de ser muito magra por esses motivos, porque não conseguem se sentir bem, etc.

    Mas também há muiiiita menina reclamando de ter peso acima do normal (minha amiga era uma. Você nem imagina como eu penava para convencê-la de que dieta com limão na lua cheia – e só – não funcionava. Acho que nunca consegui convencê-la disso). E há meninas que reclamam de ter pouco peito. E aquelas que reclamam de muito peito. Pouca bunda. Muita bunda. Coxas grossas, finas, etc, etc, etc.

    O fato é que acontece do jeito que você diz: a mídia sempre procura um jeito de deixar seus consumidores eternamente insastifeitos consigo mesmos. E não adianta, somos vítimas – eu mesma quase achei que estava gorda até eu subir na balança, 47kg e o cara ao meu lado fazer um cálculo (era feira de ciências) e descobrir que eu precisava engordar, porque o meu IMC é abaixo da média, comparável a uma dessas modelos magérrimas. Aí parei a neura de vez. Mas agora minha neura é com meu cabelo ;_;

    Um dia você poderia falar de como tratamos os cabelos cacheados, crespos, étnicos, afro, seja qual for a definição? :D

  15. 26/04/2010 23:14

    Eu acho um saco o assunto ser todo esse alarde. “OMG a Elle fez um editorial com modelos Plus Size”.
    E também acho um saco quando algum ator bonitão aparece com uma mulher mais gordinha, fica todo mundo dando parabéns.
    Como se fosse um absurdo um cara bonito casar com uma mulher acima do peso.
    E como se fosse uma gentileza as revistas de moda e os estilistas colocarem modelos Plus size em editoriais e desfiles.
    Na verdade o assunto é um gde tabu, e agora todo mundo acha q tem q elogiar pra não pegar mal.

    Sei lá o que quero dizer com tudo isso, mas é que, como sendo eu mesma uma “plus size”, isso me revolta um pouco.

    • 27/04/2010 21:14

      suuper concordo!
      tem uma revista alemã q não usa nenhuma modelo em suas fotos (exceto de publicidade).
      O legal é que eles não ficam super valorizando as gordinhas ou as magrelas. Ali, a única bandeira é a da beleza da mulher comum. lá tem fotos de magrelas, gostosas, baixinhas, gordinhas, coroas e todas muito bonitas!

      a revista é essa aqui: http://www.brigitte.de/

  16. 26/04/2010 23:26

    Post removido a pedido do autor.

    • 26/04/2010 23:54

      Ana
      Lendo sua resposta agora, concorda que o que tu fizeste, dizendo que todo gordinho que se diz feliz é hipocrita, vc fez exatamente o que acabou de criticar???

      Acabou por apontar o dedo e julgar, colocando no mesmo balaio que vc, todas as pessoas que estão acima do peso!!!

      Não aceitação e rejeição por parte das pessoas, praticamente todo mundo sofre, principalmente na adolescencia (inclusive dona Gisele, que ja declarou diversas vezes que era chamada pelos colegas de Girafa). Mas isso não quer dizer que todos irão crescer assim. Eu mesma, fui uma adolescente extremamente timida, e não desejavel, não pelo fato de ser gorda, msm pq não era, mas por me achar feia, nariguda e com cara de nerd!!!

      E qdo foi que me senti mais bonita e desejavel?? Justamente qdo atingi o meu maior peso, sim 82 kilos, mas tinha aprendido a ser feminina, alegre e pq não, sexy??? Vc é akilo que vc se mostra pros outros, pode parecer piegas, clichê, mas é a mais pura verdade!!!

      Cada cabeça e cada corpo é um sentença!!!

      ;)

      • 27/04/2010 0:11

        exatamente, me coloquei no mesmo balaio.
        mas eu nao saio por aih pregando que sou gorda e sou feliz.
        a verdade é dura, mas continua sendo a verdade.
        e a minha verdade eh que eu não sou satisfeita com meu corpo, e o meu extremo é a pior parte que é a doença.
        vc entende?
        quando vc diz que se sentiu mais feliz e desejavel chegando ao seu maior peso, eu chego a te invejar, pq quando o ponteiro bateu no 92, eu surtei.
        e o reflexo do meu surto aos 13 anos, hoje aos 25, ainda surtem efeitos.
        entende, quando eu exemplifico a preta gil?
        ela se diz a beyonceione, mas quando alguem faz piadinha com ela, ela simplesmente se ofende, ela vive nesse mundo de brincadeira, contanto que ninguem embarque na brincadeira dela, e quando ela faz fotos, como por exemplo vi outro dia ela copiando a pose da beyonce na capa de um disco, MEU BEM, alih o photoshop comeu solto. é disso que eu to falando.

        se aceite? sim. mas se aceite de verdade não só aos olhos alheios. eu seria hipocrita se chegasse aqui e falasse noossa, eu adoro meu corpo, me axo linda, axo que vc tah coberta de razão, bla bla, tem sim uma ditadura da moda, ninguem quer ser magrela, mulher tem que ter onde pegar. bla bla bla, mas chegasse no fim do dia, eu olhasse no espelho, e me sentisse insatisfeita cmg, comesse horrores entrasse no banheiro e fizesse o impronunciável.

        é disso que eu to falando.

  17. 26/04/2010 23:35

    De Chanel,
    Se eu tivesse visto o post mandaria algumas sugestões pra botar a boca no trombone, mas andei muito ocupada esses dias!
    Acho essa questão muito polêmica e interessante, eu juro por Deus que acho tão lindo aquelas mulheres gordinhas, ou gordonas felizes!
    Sou majérrima infelizmente, mas nunca troquei um Big Mac por uma folha de alface, isso é fato!
    Acho que tem muitas mulheres que preferem ser totalmente burras[e são/] mas continuar com o peso “ideal”. Aí eu penso, MAS QUAL SERIA O PESO IDEAL?
    Muitas mulheres visam atingir o que acham ser o peso ideal, mas a realidade é que é tudo psicológico, não existe um peso ideal, o que existem são mulheres neoróticas que se acham gordas demais…
    Os meios de comunicação influenciam cada vez mais as mulheres, nas revista o que mais se vê são páginas e mais páginas com a dieta dos pontos, como emagrecer em uma semana, ou na televisão, com aquelas propagandas do “Polishop”: cinta emagrecedora, pareça mais magra, ou aqueles mil chás coloridos que já inventaram: é chá verde, chá preto, chá rosa… NINGUÉM AGUENTA MAIS! Vão fazer o que? Um arco-íris dos chás e promessas falsas de uma aparente felicidade?
    As mulheres são influenciadas tão facilmente, que a minha amiga, da minha idade, estava enlouquecendo porque precisava fazer a dieta dos pontos. Um absurdo.
    E é isso, as mulheres estão sendo tão influenciadas por todos que acreditam numa falsa promessa de que serão mais felizes, se forem mais magras, e está dando no que está dando, anorexia, bulimia, tudo para ficarem cada vez mais magras e “felizes consigo mesma”.
    Por isso que admiro e acho lindo aquelas revistas que fazem editoriais e capas com as mulheres cheinhas, mas felizes, talvez pode ser um incentivo para que as mulheres se aceitem do jeito que são, desde que sejam felizes, não há problema algum em ser “gorda” desde que saudável e contente.
    Eu realmente amei o post, amyga! Achei inteligente e bem escrito, como sempre.
    Outras sugestões para botar a boca no trombone:
    -leia o post da Sil Nascimento, http://liemalgumlugar.blogspot.com/2010/04/meninas-que-correm-com-lobos.html, que mostra a diferença entre as crianças que são inteligentes, e as crianças mini-adultas, os dois posts que você fez sobre as crianças, vi que muita gente criticou e disse que as crianças eram só “avançadas”.
    -consumismo desenfreado, influenciado por blogs, revistas, tv, as mulheres dão mais importância ao valor da compra do que a qualidade, muitas vezes.
    Obrigada por iluminar a mente e expandir os horizontes de pensamento de muitos leitores,
    xoxo, R.

  18. 26/04/2010 23:39

    falando do assunto, as pessoas que trabalham com moda são muito mais neuroticas doq as modelos, e eles as fazem isso.
    fato é: paulo borges, o cara da spfw, tem anorexia.

    pra mim as pessoas mais descoladas que conheci na vida são as pessoas que ‘trabalham’ com moda, são editores, produtores, estudantes de moda, que muitos são, gays, lésbicas, e sim, também não os mais preconceituosos.

    preconceito não é soh preto x branco, e hetero x homo, até porque no meu ver hj em dia há muito mais preconceito dos gays com relação aos heteros do que o contrario. os negros são muito mais preconceituosos com eles mesmos doq o contrario, visto é fato que eu nunca na minha vida beijei ngm da minha cor, ou mais escuro que eu, pq nenhum deles jamais se interessou por mim.

    o fato de as modelos plus size estarem fazendo parte dos editoriais de moda, também eh uma busca das revistas a outro padrao que vem surgindo: o padrao do politicamente correto.

    hoje em dia tudo eh errado, comer batata frita do mc é errado, pq ela eh transgenica, e a semente transgenica torna o solo improdutivo com o tempo, usar pele eh politicamente correto, mas ninguem nem sabe pq. hoje em dia chamar alguem de negão, sinceramente? não consigo encontrar adjetivo mais apetitoso do que NEGÃO, pra chamar por exemplo o jogador de futebol, o Adriano. é de enxer a boca.

    o padrao do politicamente correto também nos engessa. dizer sim a diversidade sim, mas não ao ponto de isso se tornar mais uma ditadura!

    • 27/04/2010 21:54

      Pois é Ana, mas mais uma vez vc está generalizando.

      Vc disse que se sentiria hipocrita se afirmasse a tal felicidade sendo gorda, gordinha, cheinha, fofinha ou apenas com alguns kilos a mais, mas eu não me sinto hipocrita qdo afirmo isso, assim como muitas q responderam aki. Não citei meu exemplo para que alguém sentisse inveja ou me aplaudisse de pé, foi apenas um exemplo, pois só posso falar do q eu vivi, não do que viveu outra pessoa!!!

      Outra, eu trabalho com moda, e não sou preconceituosa, conheço pessoas incriveis no meio e que são pessoas mais abertas e menos preconceituosas do que engenheiros, médicos, advogados, atores e por aí vai, se vc disser que a mídia é preconceituosa posso até concordar, os profissionais de moda aí ja é generalizar!!! Se o paulo borges é anoréxico, é um problema dele, mas isso não é uma regra dentro da moda, e nem uma exclusividade da moda, o problema é que é isso que a mídia prega, ngm vai noticiar uma secretaria que morreu de anorexia, mas uma modelo, vai virar a 1a página dos jornais.

      Qto os retoques de imagem, tudo o que aparece na imprensa é retocado (não gosto da Preta Gil e longe de mim defende-la) mas posso garantir que o que foi feito com ela esta longe de ser muito diferente do que fazem com 90% das das fotos publicadas nas imprensa. Modelos esqualidas tem os ossos do peito apagados para não chocar em campanhas fotográficas, algumas tem tantas espinhas e celulites que é quase impossivel reconhece-las ao vivo, até em filmagem hj em dia existem correções de imagem

      Generalizar sempre é perigoso, tanto pro bem qto pro mal!!!

      • 27/04/2010 22:26

        da mesma forma que vc afirma que fala do que vc viveu, idem pra mim.
        e eu disse das pessoas que eu conheço, me recolocando então na minha frase:
        “pra mim as pessoas mais descoladas que conheci na vida são as pessoas que ‘trabalham’ com moda, são editores, produtores, estudantes de moda, que muitos são, gays, lésbicas, e sim, também são os mais preconceituosos.”

        você pode ler que escrevi: das pessoas que eu conheci na vida, são as pessoas que ‘trabalham’ com moda – sim, muitas trabalham direta ou indiretamente – e que MUITOS são gays, lésbicas, e sim, também são preconceituosos.

        não generalizei, até porque não convivo diretamente no meio, posso ter juízo de valor com relação ao meio em que vivo, e é completamente diferente do universo da moda, é totalmente desglamourizado, sisudo, fechado, e muito muito muito preconceituoso.

        não disse que as pessoas que trabalham com moda são preconceituosas, me referi àquelas minorias que citei, porque já presenciei cenas dantescas de preconceito da parte dos gays com os heterossexuais, já vih até gay falando que não namora com gay assumido, porque ele não gosta de gente afetada.

        estou falando do que eu conheco, estou citando um exemplo. quando exemplifiquei o Paulo Borges, também deveria ter dito que há alguns anos a SPFW fez com que a maioria das meninas fizessem um teste de saúde para certificarem-se de que elas não eram doentes, e sim magras de ‘ruindade’ como dizem, justamente porque ele e particular sabe o quanto ruim é passar por um problema desse tipo.

        e quando eu falei que te invejo, me desculpe se fui mais uma vez mal interpretada, mas quis dizer que sim, eu gostaria de me olhar no espelho todos os dias e me aceitar, e não consigo faze-lo, porque aí eu tenho certeza, que eu seria mais feliz.

    • 27/04/2010 22:35

      Eu entendi sim o que vc quis dizer, apenas me senti na obrigação talvez, de defender a minha profissão, onde o glamour fica só nos olhos de quem vê de fora!!

      Entendi tbém o que disse em relação a inveja, mas é que eu tenho essa mania que querer explicar tudo bem explicadinho!!!

      Não to te alfinetando não viu, flor!!!

      To levando tudo isso como uma discussão sadia!!!

      Bjinsss
      ;)

  19. 26/04/2010 23:40

    Oi querida! Um tema polêmico como sempre! ADORO! Sou completamente contra a ditadura da magreza mas não tem como a gente fugir do fato que existe um “padrão” a ser seguido… O fato de existir um liame é que faz com que a moda consiga se direcionar, sei lá. O que eu não acho certo é que isso decida que ser magrela é lei. Cada um é do jeito que quer ou pode ser. Tem gente que se esforça pra emagrecer mas a genética simplesmente não deixa passar do manequim 40. Não acho que gordura seja só descaso e que magreza seja só felicidade! Acho que a indústria da moda tinha que ter espaço para todo mundo! Como você também advogo pela heterogeneidade e torcerei até a morte para que isso aconteça e que um dia todo mundo possa ser aceito, mas sei que isso vai demorar a acontecer… Enquanto isso tenho fé e sigo defendendo.. E se um dia as gordinhas de Botticelli mandaram, isso pode acontecer de novo, quem sabe… Adorei o tópico, como sempre! Bom te ver de volta!

    beijos

    Julie

  20. 26/04/2010 23:48

    meu comentário não ficou bem concretizado, estou gripada e talvez o que escrevi foi um delírio da febre.
    Não me leve tão a sério, ok?

  21. 26/04/2010 23:59

    Vou nem ler os comentários! hahaha que bom que voltou, fez falta :) Olha, sempre achei que o charme da Kelly Osbourne era o fato dela ser como era, enfim. Concordo com tudo, não sou dada aos extremos. Tenho uma amiga que é tão linda gordinha, que se ela ficasse magra perderia toda a beleza! e ela se aceita, o marido aceita, é NORMAL! não tem neuras. mas cada um tem um jeito de ser feliz, ou infeliz, como você diz. Só queria deixar um link de um blog que eu gosto muito e mostra uma menina linda (e não é manequim 36!) http://www.leblogdebigbeauty.com/ bjos!

  22. Racamalds Link Permanente
    27/04/2010 0:32

    Seguinteeeeeee

    As magras sofrem tb! Pronto falei!

    Não aguento mais as pessoas me dizendo: Vc tá magra, tá tudo bem, vc ficou doente?

    Não fode meu juízo!
    Como igual um boi, mas não sou uma coçadora de saco, até pq não tenho ,hahaha
    Trabalho igual uma corna, e estudo e fico na rua até de noite vivendo minha vida. Não dá tempo de engordar, entendeu?
    Como pra cacete, faço academia, beleza, mas isso são outros quinhentos, é pq sou cheia de fúria e preciso descontar nos aparelhos.

    Então, retomando, tenho um peso legal, me olho no espelho e me acho na boa, bonita.

    Sinceramente, a culpa toda disso é dos invejosos, eles adoram ver quqer um no buraco, o seu alvo desanimado.

    A gordinha que nego sacaneia, APOSTO que ela é alegre, tem um monte de amigos e tb é bem sucedida, INVEJA!
    Aí pega a parada q todos falam e recrimina – Ah, mas ela é gorda…

    Meu irmão (AGORA TO POSSUÍDA PELA FÚRIA)

    FODA-SE se é magra ou gorda, foda-se!

    Vai todo mundo pra dentro da caixa de madeira e embaixo da terra qdo morrer!

    Eu sou criticada, mas sou feliz!
    E felicidade importa muito mais do q opiniões dos outros!

    LIGUE O FODA-SE E SEJA FELIZ!

    • 27/04/2010 2:19

      “Meu irmão (AGORA TO POSSUÍDA PELA FÚRIA)

      FODA-SE se é magra ou gorda, foda-se!

      Vai todo mundo pra dentro da caixa de madeira e embaixo da terra qdo morrer!”

      Pra mim, melhor comentário ever.

      Essa perspectiva do futuro real e igual para todos é boa pra lembrarmos de nossa futilidade nesses assuntos estéticos.

  23. 27/04/2010 0:47

    o problema não é o culto à magreza em si, e sim o culto à qualquer coisa que tente encaixar as pessoas em um único padrão, seja ele o da magreza, das formas avantajadas, do cabelo liso e loiro, enfim. infelizmente, muita gente compra essa idéia e acha que só vai ser feliz no dia em que for igual aos outros (o problema é que aqui não existe esse “outros”, já que são pouquíssimos os que se encaixam num ideal). e não vejo beleza em modelos secas, mas também não dá pra dizer que tudo bem estar bastante acima do peso, então se pode comer qualquer coisa gordurosa e dane-se a saúde; como sempre, radicalismos nunca são bons.

  24. 27/04/2010 0:54

    Eu nao entendi a confusao toda em torno do comentario da Garance, pra mim eh uma coisa tao clara.. O melhor seria ter TODOS os tamanhos, cores, alturas, juntos, e nao um editorial de uma revista orgulhando-se de “ter dado espaco as gordinhas” ou negras, baixinhas, altonas, sardentas, etc.
    E concordo contigo que vai chegar um dia em que o padrao vai ser novamente o que era ha tempos atras.. Eu queria DE VERDADE que as gordinhas tivessem as mesmas opcoes que eu tenho, tanto de informacao de moda quanto de roupas nas lojas mesmo. Basta se colocar no lugar deles(as), se eu vivesse na epoca do “bonito eh ser gordinha”, num ia gostar de ser excluida por ser magra, entao pq vou exclui-los?!

  25. 27/04/2010 1:15

    Há anos eu tenho uma alimentação o mais natural possível, cozinho e faço pão integral em casa em casa, compro orgânicos, galinha caipira, pouca carne vermelha, não faço uso de enlatados, refrigerantes nem sucos industrializados e nada de doces. Só que isto pra mim já é filosofia de vida, pq foi a única maneira que encontrei de parar com 20 anos de enxaqueca e suspender os remédios fortíssimos, quase diários. Eu precisei ser “radical”, digamos assim, pq é o que pode parecer! O corpo mais magro é consequência apenas. O principal é conseguir desintoxicar o organismo e com isto promover mto mais bem-estar. O que não está com nada é fazer dietas malucas, ficar horas e horas sem comer pra ter um corpo quase esquelético. Só não podemos defender uma alimentação desequilibrada, pobre em nutrientes, falta de exercícios, mesmo p/ pessoas magras.

  26. 27/04/2010 1:30

    Que bacana o post! Minha opinião é a seguinte, nenhum extremo é legal, nem magra demais nem gorda demais, a mulher perde sua essencia sua forma. E fico feliz de ver as pessoas ficarem de sacos cheio de verem mulheres magérrimas nas passarelas mas que não condizem com a realidade da maioria das mulheres. E se o must virar se gordinha?? coitadas das mulheres que morrem comendo e não conseguem aumentar o peso, e as que tem tem um biotipo que nunca atingiram manequim 36, coitadas também! Sou a favor da democratização também, viva as mulheres magras, viva as mulheres gordas. Vamos parar com esse negócio de associar felicidade com peso gente, pelo amor de Deus! Quer dizer que se vc tver um filho lindo, um marido companheiro, uma casa para morar, um trabalho mas se não for magra vc é infeliz? e o resto não conta? ter uma fam´lia, uma base de apoio, ter carinho amor e respeito não conta? Fala sério né gente. Eu sou feliz, e uso 42 e daí? Quero emagrecer? quero! quero voltar a usar 40, me acho muito mais bonita, meu corpo fica mais definido, mas virar sequelete? nem pensar, amo minhas curvas, mas não estou satisfeita com meu corpo, mas nem por isso infeliz.

  27. 27/04/2010 2:02

    O ideal seria usar modelos normais, nem o 8 nem o 80, a população mundial não está nem abaixo nem acima do peso, nunca entendi esse culto da magreza (que começou com a Kate Moss, é feio pra caramba, só se vê ossos e não tem peito nem bunda, bah), é verdade que há pessoas geneticamente propícias a serem magras mas, a maior parte não são, e agora vem com essa histórias das modelos plus size (segundo eles gordas, mas o que eu vejo são algumas mulheres mais curvilíneas).
    É vida, e é ficar à espera do que o futuro nos reserva no que toca à modas.
    Bjo Bjo DeChanel

  28. 27/04/2010 2:12

    Quanto ao peso, acho que a referência deve ser SAÚDE. Pessoas realmente obesas tem problemas de saúde associados à obesidade, isto é fato. Então, se a pessoa está acima do peso e por conta disso tem pressão alta, diabete e problemas articulares (etc) não deveria almejar permanecer assim se fosse este o ideal da beleza. Assim como o oposto da magreza e desnutrição.

    Eu não tenho tendência a ganhar peso. Mas quem é assim sabe muito bem o que é ficar ouvindo que você está tão magriiinha (mesmo que jamais tenha se privado de comida).

    Esta modelo loira últimas fotos é muito bonita. Um corpo super normal, barriga super normal, mas duvido que a revista que publicou (sei lá qual foi) colocaria uma barriga assim na capa. E duvido que a gente não reparasse imediatamente na barriga como se ela não fosse normal (mas é).

    Seria legal (ok, hoje parece mesmo impossível) que celebridades e modelos não aceitassem manipulação de suas imagens em fotos. A gente SABE que as imagens não são reais, mas ainda assim elas permitem que criemos padrões do que seja bonito. Por mais descoladas que tentemos ser, alguma coisa cutuca lá no fundo “poxa, eu não tenho essa barriga chapada, essa bunda lisa, essa pele de veludo, logo eu não sou bonita”.

    Isso resulta muitas vezes em algo que observo bastante: distorções absurdas, em busca do ideal. Por exemplo, se o ideal é cabelo liso, loiro, comprido, o arremedo da vida real é o cabelo ressecado, pontas acabadas, amarelo desbotado. Muito, muito longe da beleza almejada. Bonito seria o cabelo bem tratado, e, se modificado, que o fosse dentro das possibilidades. O mesmo para a magreza e tantas outras coisas.

  29. 27/04/2010 2:54

    Olha, eu nem vejo muito problema com a representação, sabe? Isso é superado pra mim. N adolescência eu nem queria ser paquita ou capa da Capricho porque eu bem cedo saquei que o meu padrão era outro. Eu queria era ser chacrete, porque eu suuuuper me identificava com aquele bundão e aquelas celulites.
    Quer colocar a Kate Moss e/ ou Gisele na capa? Beleza. Mas fabriquem 44 com tamanho de 44. E, sim, claro abasteçam as lojas com coisas bacanas no tamanho 44. Porque nem todo o pragmatismo do mundo resolve a dificuldade que é comprar roupa quando se é assim, mas recheada.

    No mais, como alguém disse aí, o problema é a obrigação de corresponder ao que quer que seja. Daí a gente adolescente, fica com medo de tirar a roupa pro namorado porque acredita que, claro, sexo, prazer, felicidade, beleza, são coisas pra quem corresponde a esse padrão. Ainda bem que a vida não é um editorial de moda e, oi? tem muito lugar pra mim nesse mundo.

  30. luciane Link Permanente
    27/04/2010 4:28

    Blog idiota feito por uma anonima que se acha o professor Pasquale de saias ou calcas sei la o tamanho do sapato dela dada a furia com que fala de todos os assuntos relacionados ao mundo feminino,provavelmente gorda,possivelmente feia, e necessitando urgentemente de terapia,minimo de 2 vezes por semana,porque minha filha isso e um disturbio grave colocar sempre a culpa de tudo nos outros,e pergunte para qualquer medico e ele te dira o seguinte: a porcentagem de pessoas gordas por problemas como tireoide por exemplo e tipo muito baixo mesmo,todo gordo qdo vai ao medico tem a esperanca de ter algum problema como esse,mas vou te dizer uma coisa, a maioria e gordo porque come muito mesmo.As pessoas atualmente nao comem para viver,vivem para comer.Serio mesmo procure dentro de voce a solucao para os seus problemas,recalques o que preferir,porque ninguem e responsavel pela sua celulite,ou sua magreza ou gordura,ou falta de dinheiro ou sei la,e tratar assim desses assuntos nao demonstra nenhuma inteligencia,porque,que pessoa inteligente e voce que nao sabe discernir entre o que e bom ou nao e fica ao sabor do que a midia, a industria da moda, o papa ou bispo diz e e tao afetada por essas coisas ?. A pessoa verdadeiramente inteligente ,le,navega na net,assiste tv,vai ao cinema e armazena so o que presta e como eu me julgo saudavelmente inteligente,primeira e ultima vizita neste blog.

    • 27/04/2010 4:32

      hahhahhahahhahhaha

      • 28/04/2010 1:35

        Não vi nenhuma graça no comentário da tal da Luciane. Veio aqui para se declarar a inteligente e dizer que a pessoa verdadeiramente inteligente fica só com o que é bom mas perdeu horas falando de um blog que ela achou ruim, tão ruim que ela nem vai VIZITAR mais. Querida, primeiro vamos praticar, depois cagamos regras ok?

        Vou ignorar as coisas patéticas que ela escreveu sobre a pessoa que escreve este blog (não vou perder o meu tempo e vou seguir o conselho dela de ficar com as coisas boas, no caso do comentário dela, NADA).

        Mas tem uma coisa que eu TENHO que dizer. Ignorância tem limite. Essas generalizações que a nossa cara doutoura amante da língua pátria acaba de escrever não podem passar em branco. Vai que algum protozoário em formação passa por aqui e acredita no que ela escreveu, né?

        1) Todo gordo sonha em ter um problema de saúde? Pelo que eu saiba, fofa, o sonho de qualquer gordo é justamente o contrário. Ser gordo não é sinônimo de ser anormal. Só sendo muito anormal para sonhar com um diagnóstico de doença.

        2) A maioria das pessoas são gordas porque comem muito? Em que estatística você se baseou? Por que você não questiona simplesmente: por que essas pessoas comem muito? (essa é a questão)

        Reflita sobre isso: é inegável que muitas pessoas não são necessariamente gordas mas sim estão um pouco “acima do peso”. Ignorando a genética, fazem o que podem para emagrecer. Não conseguem por limitações físicas (metabolismo, por exemplo). Ficam frustradas e direcionam essa frustração para a comida. Comem muito e engordam demais. Sim, sim, isso acontece. Mas quem enfiou na cabeça dessa pessoa que era “só um pouco gordinha” que ela era uma “baleia assassina” e que precisava fazer uma dieta? Deu para entender ou quer que eu desenhe?

        O gordo que você despreza “porque vive para comer” é apenas uma das peças de um sistema complexo onde fatores sociais têm um papel fundamental. Agora a dondoca que se auto-declara a inteligente vai vir aqui dizer que o gordo tá botando a culpa no sistema porque é um comilão porco e nojento e que precisa de terapia? Essa é a simplicidade que vc tá herdando da tv, né? Um conselho: pare de achar que vc tá herdando as coisas boas porque vc só tá metendo porcaria nessa cabeça pouco pensante.

        Amiga, você era daquelas que tiravam onda com a cara dos gordinhos da tua escola, confessa aí. Ou era uma das gordinhas? Abre o coração como a nossa amiga da laje falou. Ninguém vai te chamar de orca não. (Desculpa mas se ela quer analisar os outros vamos analisá-la também).

    • Daniela Link Permanente
      27/04/2010 16:36

      Uma pessoa que escreve “vizita” não merece atenção.

      De Chanel, logo logo virei expôr minha opinião. Mas te digo que seu blog é bastante saudável e coerente. Tava de SACO CHEIO desse nhenhenhen em cima das blogueiras que ficam se fotografando e expondo cada coisa que compraram. Deus que me perdoe, mas isso – pra mim – é querer se aparecer (e MUITO).

      • 28/04/2010 1:39

        Daniela, isso é exibição mesmo. O povo tem uma necessidade de aparecer que eu não entendo.

        Comprei um blush da MAC.

        Eu pergunto: e?

        Síndrome de big brother, só pode ser.

  31. 27/04/2010 4:30

    Como estamos no Brasil, acho que o culto à magreza pura e simples nem é tão forte, a não ser em círculos mais restritos como o da moda e, talvez, em lugares como São Paulo. Então, para a maioria é até fácil dizer: “Ah eu não sou assim, não sigo esses padrões, porque acho muito feio mulher magra, tábua, tipo modelo etc”.
    Poréeem, bem provavelmente segue um outro modelo.
    Na minha opinião, o que desponta por aí é muito mais o culto a uma outra forma física: o corpo esbelto, musculoso, “seco de gordura”, sarado, malhado, com bunda+peito+barriga durinhos etc.
    E advinhem só? É igualmente inatingível.
    A não ser que você seja uma Panicat e passe 3 horas do seu dia malhando e outras 3 fazendo tratamentos estéticos…
    O pior de tudo – eu admito – é que esse é também o meu sonho de consumo!
    Claro que sem o exagero dessas mulheres-fruta. Mas não vou negar que acho lindo quando vejo alguém com músculos bem torneados, pele lisinha sem celulite, estrias, manchas, varizes, ronchas etc. Acabo que fico tristíssima por saber que isso pra mim só na próxima encarnação…snif!

    Isso se torna um círculo vicioso pra nós mulheres. Porque, de tanto a mídia divulgar essas formas, elas se estabelecem um padrão não só para nós, como também para os homens que querem ter uma namorada/ficante/esposa semelhante àquele tipo. Então além da pressão pessoal ainda há a deles!
    Quem tá solteira por aí sabe do que eu tô falando…
    Por mais que se diga que cada um é feliz sozinho e que quem gostar da gente vai nos aceitar como somos e tal (sei que isso é tudo verdade), a maioria ainda se importa com o que ELES pensam/querem. Taí as revistas femininas com suas matérias “sensacionais” que não me deixam mentir.

    Assim como é criado o desejo pelo consumo de bens materiais, o corpo (nosso maior bem material, diga-se) também se torna um objeto de preocupações e cobranças incessantes. Tadinho dele…Acho que para cada 2 quilos que você perde – ou “enxuga” no caso das malhadoras =P -, umas 2 novas obsessão surgem. Foi o peito que ficou meio flácido e necessita de silicone. Ou um certo formato de bunda-by-Cacau que virou desejo. Ou aquela manchinha de sarda, cicatriz, sol ou qualquer coisa que você nem notava e agora faz BOOM na sua cara toda vez que se olha no espelho…

    Olha, o tamanho da angústia.
    E o pior: é voluntária.
    Somos nós que criamos. Pra o nosso próprio deleite e castigo.
    E o que fazer? Ora, se eu soubesse…;P
    Mas tenho o começo: Questione-se.
    O que é que lhe traz mais alegria? Um corpo perfeito ou uma refeição farta? Alguém elogiar a sua inteligência ou as suas pernas? Ser desejada pelos conhecidos ou ser querida por eles?
    Se você conseguiu escolher só uma de cada opção: Parabéns!!! Admiro sua firmeza hehehe
    Invista nisso e não se preocupe com o restante.
    Para as que escolheram mais de uma, é diferente. A busca é redobrada.
    A ode à perfeição vai em todas as direções – física, financeira, amorosa, intelectual…afff!
    Ai como era bom ser criança e não ter um “eu idealizado” tão frustrante. Mas aí a gente cresce adorando caprichar nas características que têm esse “eu”.
    Criança mesmo – e eu não digo os miniadultos de hoje, tô falando da nossa época – não tem muito isso de ídolo. Admira o pai, a mãe, o Airton Senna e só.
    Todo mundo sabe o que passar pela adolescência tendo milhões de famosos pra se espelhar. Todos sensualizando na capa da revista e nos clipes ou cantando e se vestindo hypercool. E quando falavam “Ah você tem que ter estilo próprio, ser do seu jeito”, sempre me perguntava: e qual é meu estilo? Daí até querer se “inspirar” em caracteres de alguma famosa era um pulo!
    Mas eu me decidi.
    Vou fazer uma opção de vida e criar o modelo-lívia de perfeição.
    Totalmente original, diferente de tudo o que vocês viram por aí. Altamente completo em satisfação interior. Tanto que até se irradia.

    Aposto que vocês vão ficar loucas para copiar!
    Hahhaha

    bjoss

    • 28/04/2010 1:47

      Eu estou botando a boca no trombone também.

      Concordo que no Brasil existem outros reinados. O povão gosta da “mulher gostosa”, aquela coisa bem mulher fruta mesmo, né? Daí quem é magrinha sofre. Mas gostar de “mulher com curvas” é diferente de “respeitar os gordos”. Gordos sofrem preconceito em todos os lugares, né? A garota magrinha quer ser mais gostosa mas não quer ser gorda.

      Essa ditadura da magreza, como boa ditadura, impõe uma idéia: vc TEM que emagrecer. Daí isso tem várias consequências. Uma delas é que no nosso Brasil mesmo que as mulheres gostosas sejam valorizadas, ser gordo continua sendo considerado feio.

      Isso é ditadura. DITADURA.

  32. 27/04/2010 4:44

    Tema polêmico… Certamente mais relacionado a cabeça e autoestima do que propriamente ao corpo. Não prego a magreza ou a gordurinha… A felicidade ou a infelicidade torturadora provocada por quem é magra e não o quer deixar de ser, ou por quem é gordinha ou obesa e o quer deixar de ser. Fato é, que toda diferença ou diversidade enfrenta dois estágios (não só em relação ao peso, mas em relação a cor, classe social, cargo ou função, bairro onde mora ou tribo da qual faz parte) o do se aceitar e o do ser aceito. E, destes dois estágios, o se aceitar é o mais difícil… Uma tarefa quase diária e cansativa essa… Tenho um exemplo forte que sempre uso… Uma amiga linda, poderosa, namora os rapazes mais lindos, deixando as mais novas e magras se roendo… Ela está totalmete fora dos padrões de peso… Mas, se aceita, se ama. se veste, sobe no salto, conquista seu espaço e torna-se referência por onde passa. A sociedade a incluiu? Não! Ele tomou seu lugar. Ou melhor, conquistou… Ela não se tortura, cuida da saúde, faz acompanhamento, não emagrece por que não quer? Não consegue! Mas se destaca na autoestima, no vestir, no agir… Vejo-a muito mais feliz do que muitas que vestem 36. Mas isso é uma regra? Não… O processo do se aceitar, se conhecer, se amar é muito importante para que haja inclusão. A sociedade é cruel sim! É seletiva sim! O primeiro passo tem que ser daquele que se sente excluido seja por que fator for: físico, social, financeiro, cultural ou qualquer outro nível de classificação que possa ser dado a um ser humano. Diversidade é o meio inteligente da humanidade crescer, aprender, evoluir… Os ignorantes criam regras e níveis dividindo as pessoas por suas características físicas e sociais. Mudar isso, é dar um grito todo dia. É um processo. Mas, o fato de um blog entrar neste mérito contrariando a todos os outros que dizem (ou melhor – ditam, porque são os deuses da estética) o que e como as magrinhas devem vestir e as gordinhas camuflar, já cosidero uma mega evolução!!!

  33. 27/04/2010 4:50

    (ai, eu mandei email com uma sugestão de tema, mas confundi as bolas – ou os nomes!)

    Esse assunto é tão simples quanto complicado. Ok, acho que é senso comum – para quem tem algum bom senso – o quanto essa ditadura de magreza é ridícula. Mas também sabemos que magreza proporciona, desde que não exagerada, mais expectativa de vida e, sim, é mais belo.

    Particularmente, eu tenho uma batalha (eterna!) com a balança. Uma vez li uma declaração da Costanza se não me engano dizendo que ela não consegue ser feliz gorda. E eu acho que esse deve ser o termômetro: bem propaganda do Pão de Açúcar, o que faz você feliz?

    Em relação ao mundo da moda, acho utópico esperar que se venere meninas tamanho 44 porque para o estilista, e claro para a marca, é mais fácil a roupa ficar bonita numa modelo-36. O que me irrita é que, quando há os raros espaços para tamanho maior, o exagero não deixa de fazer parte da receita: a pessoa gorda vem pelada, na capa da revista, trazendo à tona o assunto (vide Tara Lynn na Elle Francesa).

    Resumindo o que eu acho? Que exageros deveriam ser proibidos por regulamentos – vide os que há em publicidade. E as variações dentro do possível – do 38 ao 48 – consideradas normalmente: quem veste 38 é mais saudável e tem um corpo que melhor recebe roupas, mas quem usa calça 46 pode, sim, ser bonita e ter algo a dizer. Independente do tamanho indicado na etiqueta.

    Pra variar, amei o post. Não suma pq sentimos falta, ok? Bjocas.

  34. 27/04/2010 5:09

    http://www.flickr.com/photos/28772513@N07/3758727216/
    http://www.flickr.com/photos/45744844@N07/4210130733/

    A paixão pela arte, pelo belo, pelas obras-primas é realmente muita antiga. Eu fico aqui imaginando quantos cidadãos e cidadãs atenienses não se embasbacavam com a magnificência dessas estátuas dos deuses e iam correeeendo descobrir ervas, ginásticas, banhos de saunas que lhes dessem toda aquela belezura…hahhaha

    bjs
    ps.: meodeos como meu coment acima foi longo..desculpa.. mas deu vontade de falar!

  35. 27/04/2010 6:15

    Bom, polêmicas…
    Vivo num mundo (dança) onde a magreza também e venerada….
    Pois, eh difícil fugir..mas acho que sem cair no clichê, que acima de tudo as pessoas devem ser saudáveis…
    Dando aula de teatro e dança o tamanho das pessoas não é fator determinante pra fazer as coisas.. exercícios..
    Embora mto professor mande as coitadas emagrecerem…sem precisar..
    Já vi muito 48 fazer coisas que uma 36 , as vezes 34, não faz…
    Mas, tbém não sou a favor das pessoas se encherem de porcarias comestíveis, taí o que eu quis dizer com saudável e, depois resolverem seus problemas na mesa de cirurgia….(me deparo com estes casos o tempo todo)
    O problema da imagem corporal está na cabeça e nos modelos que cada um seleciona para si..Isso, claro além das genéticas, esta nas escolhas de vida e caminhos que cada um faz…
    Bjos

  36. 27/04/2010 8:16

    Acho que isso já virou uma doença social. Estar insatisfeita com a aparência é normal. Não conheço nenhuma mulher que não esteja insatisfeita com o peso, nenhuma mesmo (seja pra mais ou pra menos). Não leio revistas de beleza porque não quero me contaminar e sei que por mais que eu tente e às vezes até consiga me aceitar com meu peso, ler essas coisas vai acabar gerando mais insatisfação em mim.

    Fui magrela a infância toda, até a puberdade chegar e eu não entender que aquilo era um processo natural do corpo, e que eu não estava ficando obesa por ter ganhado algumas curvas. Vivia chorando por não conseguir emagrecer muito, mas não tem como alguém que veste uma calça 34 que fica larga emagrecer mais. Minha fase neurótica durou até pouco tempo atrás, fazendo uma dieta diferente a cada semana. Hoje tenho um peso saudável e a maioria das pessoas até me acha magrela, mesmo vestindo 38 (gorda pro mundo da moda).

    Por essas e outras eu adoro a Beth Ditto. Ela é gorda, lésbica, não depila o suvaco e não está nem aí pro que pensam dela. E não acho hipocrisia, não. Ela é uma pessoa que tem consciência da sua aparência e simplesmente se recusa a seguir essa doença de fazer dietas o tempo todo e buscar um ideal que 90% das mulheres nunca atingirão. (Não que eu incentive a obesidade e a comer porcarias, mas é muito mais saudável ser gorda e feliz do que magra e problemática).

  37. 27/04/2010 13:03

    Muuito interessante esse tema! Sonho com o dia em que ter uma ‘pochetinha natural’ vai voltar a ser moda (o que já foi símbolo de beleza, saúde, status e riqueza)… Porque acho que, infelizmente, no mundo de hoje as gordinhas tranquilas com o corpo são exceção.
    Dando um exemplo pessoal, se eu fosse comer tudo o que tenho vontade, Deixar ‘correr solto’ ou mesmo satisfazer 80% dos meus desejos glutônicos, estaria certamente uns 8Kg mais gorda. Mas por pressões sociais – que são fortes -, faço sacrifício e fecho a boca pra tentar não engordar. Mas acredito que se ser gordinha fosse considerado um padrão de beleza, eu comeria sem dó. Acho que o que nos oprime é a pressão social. Palmas para quem consegue conscientemente enfrentá-la.

  38. 27/04/2010 13:49

    Oi DeChanel!

    Excelente post! E comentários também!

    Na minha opinião a coisa tá mais pro que Lu Jordão comentou, a tal da auto-estima. Nós mulheres somos muito educadas para agradar, para sermos aceitas, bonitas (de acordo com o padrão).

    A pressão é muito grande e você precisa ter um senso crítico muito aguçado para saber distinguir se o que “você deseja” é o que realmente te atrai ou se você na verdade só está sendo influenciada.

    Lembro de uma amiga dos tempos do colégio que estava tão obcecada em pesar “X”, que não conseguia enxergar o próprio corpo, que era lindo. Uma vez numa farmácia, os olhos dela encheram de lágrimas porque ela tinha aumentado 1K. Uma loucura.

    Repasso aqui a dica que já vi em vários blogs, que é o livro “O mito da Beleza” de Naomi Wolf, que comecei a ler para entender um pouco mais sobre toda essa questão da beleza em torno da mulher.

    Bjokas e parabéns pelo blog!

  39. 27/04/2010 14:33

    Fui ali na cozinha e matutando sobre o post e os comentários, me lembrei do que se falou sobre Preta Gil. Sinceramente? Não acho a postura dela contraditória. Pelo contrário, ela está certíssima. O fato de se aceitar gorda não dá direito a ninguém de ficar fazendo piada sobre o corpo dela.

    Na minha opinião acho que ela nem tem tanto problema assim com o próprio corpo, creio muito mais com a pressão que vem de fora, principalmente do meio artístico, onde todas têm que ser magras e esculturais.

    • 27/04/2010 15:03

      Eu concordo com você, Chantal!

    • 27/04/2010 18:04

      e quando ela aparece em uma foto de uma revista devidamente retocada?
      sem gordurinhas extras. isso é coerência?

      nem sempre o comportamento dela, é coerente com as palavras q ela prega.
      é disso que estou falando!

      • 27/04/2010 19:09

        Oi Carolina,

        Nessa questão da foto, concordo com você que o discurso não condiz com a atitude. Vi uma foto dela que foi muito retocada, chega a ser gritante. Tenho minhas dúvidas se ter a foto tão modificada tenha sido um desejo dela. Mas acho também que nenhuma dessas famosas que tem a foto super retocada, corre atrás das revistas para protestar. Afinal, ruim ou bom, todas elas precisam das revistas para se promover.

        No caso das fotos de Preta, ficou muito feio pra revista, porque além do retoque ter sido muito exagerado, ele não condiz com o discurso da artista.

  40. Roberta OS Link Permanente
    27/04/2010 15:21

    Mulher é tratada como gado, carnes gordas, cortes magros, baby beef… é um saco. E agora exigem que a gente acabe o trabalho de parto e já esteja apta pra desfilar pra Victoria Secrets, tenha paciência! Vão catar coquitos!

    • 27/04/2010 19:20

      Oi Roberta,

      Pois é, isso é uma nova onda que venho observando também. Virou moda, depois do parto ter corpinho de menina de 13. Olha a pressão que Ivete Sangalo tá sofrendo!

      Existe aí uma tática bem minunciosa, que vende padrões de beleza disfarçados de “levante sua auto-estima, você também pode ser incrível!”. É uma verdadeira loucura. A gente vê mulheres grávidas numa verdadeira neurose, que quando abrem a boca pra falar da gravidez, tudo o que sai é a quantidade de quilos que aumentou.

  41. 27/04/2010 16:05

    Tem que ser magra pra ser feliz? Não, pq nunca fui magra e sou bem feliz. Talvez por nunca ter sido magra, pode ser. Mas sério, percebo muito isso nas pessoas com quem eu convivo: quem já foi magra e engordou parece que vive querendo dar um rewind na vida e voltar a ser o que era.Vomo se ser magra fosse resolver todos os problemas da vida da pessoas. Eu como nunca fui, nem tenho um ideal a perseguir. Nunca fui obesa tb. Sou gordinha, consigo comprar roupa em lojas normais ( claro que nem tudo fica bem em mim , mas sei o que procurar e consigo!).
    Já fui 10 kg mais magra, mas tb já fui 10 anos mais jovem, ou seja, pra tudo na vida existe um tempo.
    Gostaria de ser mais magra? Talvez, mas desde que não demandasse muito esforço da minha parte.
    E acho, sinceramente, que a longo prazo, importa muito mais o que vc é do que como vc é.

  42. Tâmara Viana Link Permanente
    27/04/2010 20:52

    É o seguinte, esse assunto de culto à magreza não me incomoda… porém vou comentar aqui, REVOLTADA, por 2 bons motivos: minha irmã e minha prima, ambas adolescentes.

    Bom, vou começar falando DE MIM: eu tenho 24 anos, 1,80m e visto 42. Quando adolescente eu já era muito alta, e também muuuuito gorda e desengonçada. É claro que eu era alvo de chacota… mas eu NUNCA me importei com isso, eu não via maldade nas pessoas que zoavam de mim, meus pais nunca me pressionaram, nunca brigaram comigo dizendo que eu tinha que emagrecer! Daí, pouco tempo depois, de uma hora pra outra emagreci (não sei bem como, coisas de transformação de corpo) e virei uma esportista. Pratico meus esportes e sou muito feliz com meu corpo!

    MINHA IRMÃ: mesmo sendo muuuuito magrinha, minha irmã se achava gorda! 1,65 m e 40 kg… Gorda??? Ela olhava as modelos e dizia que queria ser iguais a elas, “só assim seria perfeita”. Minha irmã não queria comer de jeito nenhum.

    MINHA PRIMA: ela engordou e ficou um pouco acima do peso, vestindo manequim 46. Chorava muito! Dizia que era piada na escola… Até que de uma hora pra outra, mesmo comendo como de costume, ela começou a emagrecer de repente! Foi aí que descobrimos que assim que ela comia, corria pra vomitar!

    Por isso que falo que essa pressão toda é revoltante! Minha família sofreu por causa desses problemas, entendem? Isso é grave!

    Hoje, graças a Deus, as duas superaram e esqueceram esse problema. Estão praticando esporte e só ocupam a mente com isso. Minha irmã se alimenta bem, até porque o esporte exige isso, e o peso dela aumentou. Minha prima está se alimentando de forma correta e está feliz com seu corpo.

    Se o certo é ser gordo, ser magro, ser médio… eu não sei! Vai de cada um! O importante é ter saúde e ser feliz… se aceitar, sem ter influências dos outros! Pois o tipo de problema que passamos lá em casa, não desejo para ninguém!

    DCNL, gostei muito do post… meus parabéns!

    Beijos pra vocês!

  43. 27/04/2010 20:56

    eu já me convenci que nuuuuuuuunca vou usar tamanho 38/40. Acho que desde meus 10 anos de idade eu já era 42 hahaha também, tenho mais de 1.80m e estou longe de ser esquelética como as modelos.
    E posso falar? Na revista todas são lindas maravilhosas, mas ao vivo é muito esquisito ver uma mulher alta com um quadril minúsculo…de verdade, não acho bonito.
    e veja bem, não estou falando que ser gorda é bonito. mas existe uma coisa chamada proporção: uma mulher que mede 1.50 e usa manequim tamanho 38 não é necessariamente magricela, é normal.

    e podem falar o que quiser, mas no mundo real (trabalho, colégio, faculdade) as pessoas gordas são discriminadas, SIM! as piadinhas e comentários maldosos acontecem o tempo inteiro…é terrível. já sofri muito quando eu estudava e estava muito acima do peso, só eu sei o trauma que carrego por conta disso.

    eu quero emagrecer 10 quilos porque acho que vou me sentir melhor comigo mesma e sei que mesmo assim, nunca vou deixar de ter minhas pernas grossas, quadril e cintura fina. e não é por querer emagrecer que isso me faz uma louca neurótica, ne? rs

    beijos

  44. Clarissa Link Permanente
    28/04/2010 0:44

    De Chanel!! Que bom que voltou! Seu blog está virando um verdadeiro fórum de discussões, hein? E até uma forma de terapia de grupo! Adorooo…
    Bem, achei o relato da Ana Carolina bem interessante (apesar da história triste)… E tenho que concordar que a discriminação com as pessoas acima do peso é MUITO maior que com as muito magras… Isso de virar ponto de referência na escola… Já vi acontecer demais. Acho triste.
    Mas pra falar a verdade, dessa história toda penso duas coisas. Acho que vivemos numa cultura em que há uma supermegavalorização da aparência. Há muito empenho em conseguir parecer bonito, magro, sarado, fashion, chique, etc., e coisas essenciais são tranquilamente deixadas de lado (tipo educação, gentileza, respeito ao outro…), como se fossem secundárias. Ooooi??? Piegas e velho, mas é verdade!
    E a segunda coisa é que concordo com De Chanel que há uma indústria bem polpuda por trás dessa disseminação do culto à magreza, e digo mais, por trás de toda a apregoação de insatisfação eterna com a própria aparência. Porque sempre vão existir produtos miraculosos, mágicos, ‘tem-que-ter’ pra resolver tudo isso, claro que com precinhos bem camaradas. E daí continuamos reféns do consumo, mantendo o lucro e os luxos de poucos e alguns…

  45. 28/04/2010 2:08

    Oiê, adoro seus posts, sempre! Então, eu penso que a mídia divulga imagens com as quais o consumidor vai se identificar ou gostaria de se identificar, seja na moda, na publicidade, nós sempre queremos nos ver através disso e o que faz sentido pra mim é a gente ser feliz com o que enxergamos, não acho lindo mulheres esqueléticas nem em revista, muito menos ao vivo, acho sem cor, sem graça, sem vida… tb não acho lindo pessoas super gordas, mas isso é meu gosto pessoal, meu namorado é magrelo, e eu acho ele lindo, mas acho tb que ele podia engordar um pouco, rs… Mas ele não consegue! E nem liga, o importante pra ele é ser saudável, se olhar no espelho e ser feliz. Eu sou magra, tenho barriga, celulite, mas sou magrinha sim, tenho um corpo super propocional, ótimo…. uma vez escutei de uma amiga que ela achava o fim eu ter um corpo tão legal e ter barriga e eu lembro que parei pra pensar e disse que a parte do meu corpo que mais me incomodava não era a barriga, que me acompanha… mas minha bunda, sem graça, pequena, sem forma… e ela respondeu, sua bunda pra mim é Ok, o que me incomoda é sua barriga… e eu respondi, que isso pra mim, não tinha valor algum, porque o que importava era eu estar feliz comigo, e se isso significava ter barriga e continuar comendo pão á noite ou não, a opnião dela não faria diferença… Eu acho que problema está muito mais na cabeça das pessoas, na própria aceitação, acho que as pessoas tem que aprender a se aceitar mais e isso começa quando a gente aprende a aceitar o outro do jeito que é, sem querer padronizar o mundo… se vamos todos precisar de terapia pra isso que seja, qualquer esforço pra nos fazer mais felizes é justo, seja tomando prozac ou não… não acredito em se esforçar pra ser infeliz, porque o que vemos no espelho, nem sempre é o que realmente está ali!

    bj!

  46. 28/04/2010 16:38

    Achei o comentário da Livia muito interessante. Concordo com ela, na vida real o padrão que tem nos perseguido mais é o do corpo sarado, de quem tem o dia todo por conta para obtê-lo.

  47. 28/04/2010 21:28

    Amei esse post! Tu conseguiu escrever tudo aquilo que eu queria, mas não conseguia escrever! Hehehehe!
    Acho MUITA hipocresia das diretoras de revistas acharem que estão mostrando modelos plus size nas revistas, sendo que a gente olha, e ve uma mulher comum! Afinal, é muuuito difícil ver na rua uma pessoa tão magra como as modelos.
    Pra mim, o termo plus size se refere a modelagens pra pessoas mais gordinhas, e não pessoas normais! Jamais, em hipótese alguma consideraria plus size uma pessoa que veste 42, como é mostrado nas revistas!
    Beijo!

  48. 29/04/2010 5:04

    Super concordo com vc com relação de que a “doença” por ser magro demais atinge todas as esferas do mundo da moda. Eu trabalho com isso e sofro na pele o preconceito, não sou obesa, mas o meu manequim 42 faz me sentir muitas vezes perto do humilhada..sabe. No começo sofria mais, hoje prefiro cultivar a inteligência, porque no final das contas é isso que prevalece(mesmo nesse mundo, porque escrever moda não é fácil, tem que estudar, ler, estar sempre à frente).
    De qualquer maneira é óbvio que rola aquela vontade de perder uns quilinhos né..rsrs…

    Beijossssss

  49. 29/04/2010 13:53

    Oi, pessoal. Adorei os comentários. Muitas visões diferentes. Realmente, esse tema é polêmico. Obrigada por todos os comentários. Beijos!

  50. 29/04/2010 16:06

    Sempre fui magrela, meu apelido desde pequena era linguiça petybon……rs….mas qdo engravidei dobrei o meu peso, sem saber q estava com problemade tireóide e ainda por cima auto imune…….é uma luta , pq como muito pouco e todo o esforço de meses, vai em 2 semanas qdo ela descaceta……o sobrepeso deu problemas em todas as articulações, joelhos….então minha briga com a balança será eterna…..pq sou magra num corpo pesado…..rs….mas eu super apóio quebrar esse círculo…..vc vê crianças dizendo q não querem comer doce pra não engordar, como assim? Que estão gordas…..
    Eu brigo com a balança por questões de saúde, pq qto mais leve eu ficar, menos meu corpo reclamará …..mas quem fica nessa neurose eterna……melhor tratar da cabecinha no lugar de ficar insistindo na magreza não é?

    bjkas!!!!!!

  51. 29/04/2010 20:04

    Oi, bom, muito legal o post mesmo. Outro dia postei sobre o novo escandalo da britney(que foi um exemplo) sobre essa moda magra. Eu confesso, sou bastante frenética por magreza, mas sei como é meu corpo, e trabalho para ter o melhor possível dentro das minhas medidas genéticas. Não acho que ninguém é feia por ter uma bela bunda grande e coxas grossas, nem por ter peitos pequenos, nem por ter peitos demais… Se sentir a vontade com seu peso é legal, mas não é só isso, se sentir bem com sua pele, com seu cabelo com suas unhass, é tudo importante. Por isso e muitos outros motivos eu optei por não usar roupas de famosas em corpos de famosas no meu blog. Prefiro usar roupas de verdade que nós podemos comprar, em mulheres de verdade com corpos de verdade!

  52. 30/04/2010 7:33

    hm… tento manter uma dieta ja a algum tempo pq eu sinto menos colicas menstruais com uma alimentaçao mais regulada.
    mas concordo com vc, eles nao tem respeito pela diversidade, em relaçao a aparencia
    =\

  53. 30/04/2010 7:37

    fhgc

  54. 02/05/2010 17:41

    Eu ia ficar quieta, mas vou falar uma coisa.

    Essa mania de que a MÍDIA impõe um manequim 36. Isso é uma questão cultural, você veste o que quiser, desde que se sinta bem. Se quer ser como as famosas da TV, isso é com você, a culpa é da sua cabeça. Essas pessoas trabalham com a imagem, e por isso cuidam para serem assim, do jeito que elas querem ser. As que querem ser mais curvadas, fazem musculação e tomam suplementos pra isso. Cada um tem seu público e quer passar uma imagem, qual a imagem que VOCÊ quer passar? Cuide-se pra isso e pronto, seja feliz.
    Se a mídia agora impõe regras anti-celulite e anti-gordura, é porque a maioria das mulheres lutam contra isso, para benefício próprio, o que não quer dizer que você precise seguir. Se você está bem com seus 90kg e suas celulites e estrias, ótimo. Sem noia de ser igual a outra pessoa.

    Essas de sofrer pra ficar magra é com gente que tem muito tempo livre. As pessoas deveriam se preocupar mais com outras coisas, tipo saúde e cérebro.
    Já alimentou seu cérebro hoje ou ele tá regime também?

  55. 02/05/2010 22:05

    Da laje, quero te dizer uma coisa. Às vezes eu fico triste lendo o se blog porque eu percebo que muita gente mesmo concordando com as suas idéias muitas vezes não entende o que você quis dizer.

    Sério, você tem umas sacadas geniais. Você chamou atenção para um ponto muito importante: muitas pessoas que trabalham nesse mundo são as primeiras que alimentam esse padrão, então é claro que isso acaba tendo um reflexo no trabalho final e na própria cultura do meio.

    Um ícone muito representativo sobre esse assunto é o nosso divo Lagerfeld (olha eu aqui citando ele de novo, amo). Além de ter sérios problemas com o próprio peso dele (ele já declarou que odeia ser gordo, que tem um problema de auto-estima nesse sentido), a gente não sabe o que ele pensa sobre a ditadura da magreza no meio. Não sei se você lembra quando a Nolita lançou essa campanha da anorexia, o Armani declarou que achava ótimo, que as pessoas tinham que refletir sobre essas coisas e o Karl declarou que era para todo mundo deixar de ser hipócrita, que ninguém queria ser gordo e que as mães gordas que ficam no sofá vendo televisão querem mais é ver pessoas magras. Depois teve aquela polêmica dele dando piti com as modelos que estavam muito magras e cortando várias delas do desfile da Chanel. Depois ele fotografou um editorial (não me lembro para que revista) de garotas com o peso normal e saiu elogiando a iniciativa.

    O que eu quero dizer é que essa paranóia e essa ditadura existem sim, e que as coisas que rolam no próprio meio refletem isso. Espero que a iniciativa da Elle por exemplo não tenha sido estratégia para vender mais revista e que certas coisas comecem a mudar. Porque né?

  56. 03/05/2010 1:31

    Impossível não lembrar deste post:
    http://mulherao.wordpress.com/2010/02/02/artigo-de-gloria-kalil-chama-modelo-do-fwps-de-anomalia/
    O trite é uma pessoa que usa 44 ter que “aceitar” que é uma anomalia.
    Eu não acho que ela seja uma aberração da natureza:
    http://pimentanoteuerefresco.blogspot.com/2010/03/special-rondes.html
    Bj!

  57. 03/05/2010 3:37

    Confesso que também estou exausta desse padrão de beleza “magérrima + branca+ cabelos hiper lisos + curvas (!?)”, porém também me sinto incomodada quando começam a criticar demais as mulheres magras, pois sou uma delas.

    Sou magra (não o padrão modelo, sempre vesti entre tamanho 40 e 42) e meses atrás tinha emagrecido muito, por uma série de fatores de origem emocional. Detalhe: Não, eu nunca fiz dieta, apesar de meu prato ser um dos menores da familia, e simplesmente AMO massas e doces. Tenho grande tendência a emagrecer por nada e é complicado lidar com isso.

    Não consigo entender como podem achar bonito mulheres que precisam se mutilar para entrar no padrãozinho mediocre de beleza imposto pela midia. Nem como é possível vestir tamanho 34 (gente, esse tamanho é de roupa de boneca, só pode) e ter peitão e bundão (duas coisas que definitivamente não tenho). É de dar nó na cabeça de qualquer um.

    Concordo que nos desfiles de moda e na midia deveria ter espaço para mulheres de todos os tipos físicos, cores e tipos de cabelo, pois nós SOMOS assim. Simplesmente diferentes. E essa imposição de tipo “ideal” só serve para acabar com a alto estima da maioria das mulheres. Sei bem disso porque sofri durante um tempo por causa da ditadura da chapinha. Tenho os cabelhos cacheados e apanhei um bocado pra aprender a tratá-los da forma certa e descobrir que eles são lindos do jeito que são. Fiz chapinha uma única vez na vida e simplesmente não me reconheci. Senti que sem meus cachos parte de mim, de minha personalidade, se perdia.

    Espero que um dia essa realidade mude e que, um dia, possamos viver sem a necessidade de um “padrão ideal” para guiar nossa vida e restringir nosso olhar.

    Beijooos e parabéns pelo site!!

  58. 03/05/2010 17:56

    Uau… eu realmente amei o post… super bem escrito e concordo com tudo que foi dito.

    Eu faço parte do time das gordinhas… tamanho 44… e minha mana do tamanho 36… então com certeza a maioria das pessoas comenta e/ou repara.

    Mas mesmo assim me adoro, meu marido me adora… e por aí vai…

    Bj

  59. 03/05/2010 18:03

    Oi.. só pra avisar… indiquei o post aqui lá no meu blog… bjuuu

  60. Anônimo Link Permanente
    15/05/2010 9:19

    Cara, sou magérrima, desde sempre. Minha mãe perguntava pro médico se eu não estava doente. Não, eu não estava, mt pelo contrário! Já tomei MT Biotônico Fontoura, meu pai chegoava ao extremo de me dar caipirinha, vinho, tudo pra abrir meu apetite e tentar que eu comesse mais. VEJAM O EXTREMO: FORÇAR UMA CRIANÇA A BEBER ÁLCOOL!

    Enlouquecer com dieta dos pontos? Bacana é vc ser forçada a comer, avisar que está passando mal, continuarem forçando e vc botar tudo pra fora. Isso pq vc tem que entrar no padrão SAUDÁVEL. Eu não entrava nesse padrão. E passei por isso desde os cinco anos de idade. Que defesa psicológica tem uma menina de cinco anos?

    Não é por nada não, sei que as adolescentes olham as modelos e idealizam um monte de coisas. Mas eu nunca vi desfile de moda aos cinco anos, não tinha internet, fui ouvir falar de anorexia com uns 20 anos de idade. Hj tenho 30. E até pouco tempo atrás ouvia minha ex psiquiatra dizer que eu era anoréxica, que devia fazer terapia e me passava remédios totalmente errados que abriam o apetite. Meu, eu tenho DDA, dependo de Ritalina pra ficar perto de fazer alguma coisa, e todo mundo sabe que acelera a droga do metabolismo. E estava tomando remédio pra bipolar, que engorda todo mundo que toma. Em suma: ela estava me enlouquecendo e fritando meu cérebro pra que eu entrasse no padrão de beleza.

    Mas a preocupação é com os médicos que receitam sibutramina, né…

    Ok, meu médico atual se assustou pq estava com 40kg. (meço 1,62 metro) Passei um mês sem tomar Ritalina (e me prejudiquei horrores), fiz a dieta do big mac gigante dia sim, dia não, dobrei a quantidade de arroz e feijão que costumava comer, mesmo com pré-diabetes parei de tomar refri diet. Ganhei meio quilo. Nem preciso falar que achei fantástico esse resultado tão compensador, né? ¬¬’

    Só agora, com 30 anos na cara, que quem me chama de olívia palito recebe um ‘vá à merda, por acaso é recalque?’ como resposta. Tem mais ou menos um mês isso. Só agora que realmente parei de invejar as meninas ‘fofinhas’ pq esse era meu sonho. Mas passei a vida toda, desde 5 anos de idade ouvindo ‘caveirinha’, ‘olívia palito’, ‘etiópia’, ‘vive na áfrica, é?’ sem falar na famigerada música do Sérgio Reis ‘bota pinga nela que vamos engordar essa égua magrela’. Pois é, magrelo tb é ponto de referência e alvo de piada.

    Na boa, se pudessem me dar uma chance de escolher de ser tratada dessa forma desde a infância ou ser uma adolescente gordinha e viver às voltas com dieta, juro que preferia a segunda opção. Pode ser que é pq não passei por isso… Mas penso que aceita a ‘ditadura da magreza’ quem quer, pq não existe NENHUMA LEI obrigando alguém a ser magro.

    E quanto às roupas: passo por um perrengue… As marcas, sabedoras do pavor que uma mulher tem com o número de manequim 40, passaram a dizer que o 40 é 38. Enfim, uma famosa marca de jeans, que eu vendia, a mulher era 40 e saía com calça 36. Elas iam ao êxtase. O tamanho 32 dessa marca precisava de tanto ajuste pra me vestir que continuei sem usar o que vendia. Uma boa parte das minhas roupas vêm de lojas infanto juvenis, pq uso tamanho 14 e só preciso ajustar um pouco na cintura. Loja de mulher não tem meu tamanho, me viro com vestidos pq é o que é possível encontrar.

    Tem gente que quase morre pra ter 20 ou 22kg a menos que a altura (pra modelo isso é exigência). Pena que não tenho altura pra modelo, então pra sociedade não deveria ser magra assim. Mas é, não tenho bumbum, meu quadril é reto mesmo, se eu usar um decote vc vai ver todas minhas costelas. A única coisa que salva é que tenho peito, rs. É, tem gente que acha que pq sou assim e trabalho com moda e eventos devo cheirar mais que a Kate Moss e o Maradona juntos. Gente magra sofre preconceito pra burro.

    Então, foi mal o desabafo ae, mas é pq acho um PORRE quando criticam as normas estéticas do que é um corpo belo, falarem tanta coisa de quem tem IMC de anoréxico. Não é pq vc quer fugir dos tiros que tem que apontar sua arma pra outra pessoa.

  61. Anônimo Link Permanente
    21/05/2010 2:33

    Vc viu que copiaram seu post? http://paocomsonho.blogspot.com/2010/05/o-sobrepeso.html

  62. May Mesquita Link Permanente
    26/10/2010 1:18

    Não acho que todas as pessoas devem ser magras, mas também não quero ver modelos rechonchudas em desfiles, editoriais e etc.

    Se as pessoas têm problema de auto-estima, tanto faz as modelos serem magras, gordas, careca ou whatever.

    Além do que, num país como o nosso, abundante em mulheres frutas e suas “abundâncias”, não acho que o modelo das passarelas seja o padrão.

  63. emanuela Link Permanente
    16/12/2010 23:17

    bom gente olha numa boa nada contra gorodos mais nossa
    é feio pra carai gente muito gorda annn não significa q pra vc ser magra vc precisa ter aronexia vc precisa fazer uma dieta normal dãaaaa

  64. Emmanuelle Link Permanente
    22/12/2011 20:07

    16/12/2010 23:17
    bom gente olha numa boa nada contra gorodos mais nossa
    é feio pra carai gente muito gorda annn não significa q pra vc ser magra vc precisa ter aronexia vc precisa fazer uma dieta normal dãaaaa
    ==========================================================
    vocabulário lindo o teu,aprende a escrever primeiro,depois critique os outros…

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