para a vanity fair, apenas atrizes magras e brancas representam a nova geração de hollywood
Para ser sincera, eu nem conferi se outros blogs já falaram do assunto e não me importo se serei repetitiva, porque eu acho que esse tipo de vacilo deve ser divulgado exaustivamente.
AVanity Fair está sendo criticada – menos do que deveria, creio eu – por ter deixado de fora a Gabourey Sidibe da sua capa de março, onde a “nova geração de atrizes-promessas de Hollywood” aparece magra, branca e faceira.
Gabourey Sidibe foi indicada ao oscar pela sua atuação no filme Precious, onde representa uma jovem pobre, que vive às margens da sociedade e que sofre constantes abusos sexuais, psicológicos e morais por parte dos pais. Precious engravida duas vezes do próprio pai e – obviamente – tem uma vida infernal. O filme também fala da relação dessa garota sofrida com a sua beleza. Precious – gorda e negra – delira que é loira, alta e magra quando se olha no espelho.
A jovem atriz foi indicada a outros 15 prêmios, dos quais levou 13. Se esses números não foram suficientes para que a Vanity Fair a pusesse em destaque na capa, o que seria então? A brancura e a magreza que ela não tem? Lamentável.
Procurada pelos meios de comunicação, Gabby Sidibe confirmou que não foi convidada para sair na capa, embora ela seja citada na matéria. Se recusou a parecer uma vítima e disse que, tudo bem, afinal, provavelmente ela iria se sentir deslocada.
Na minha opinião, por muito deslocada que ela se sentisse, ela iria se destacar naturalmente ao lado das outras. E isso dá medo. Hollywood, pelo visto, treme.







O seu tbm já foi linkado!
Beeeeijos ;**
E eu não faço idéia de quem sejam essas atrizes “new generation” da revista, exceto a tal da Kirsten Stewart (que nem acho lá grandes coisas)…
E pelo trailer, Precious promete ser um ótimo filme.
Oi, Sofia!
Eu gostei do filme… é bem triste e revoltante…
Beijos!
Além da Kirsten Stewart (de Crepúsculo), reconheci a castanha da direita (também Crepúsculo e um filme com o George Clooney, Up in the Air) e a loirinha do meio (que fez a “plastic” mais bobona de Garotas Malvadas). Ou seja, se tem algum talento irresistível ali, não tô sabendo. Será que foi por isso que a Gabourey Sidibe disse que ia se sentir deslocada? Hohoho.
Ah, e o que que há com as poses lânguidas e as cores pálidas? Se fosse a nova geração de atores-promessa, aposto que eles iam estar correndo, lutando e/ou sapateando na lama. Mas nããão, é uma capa com mulheres. Todo mundo sabe que mulheres são bonequinhas cuja principal função é enfeitar, mesmo.
Oi, Lud.
Eu também não vi nenhum talento irresistível por ali.
Pois é, todas as atrizes com essa produção anêmica, todas iguais, padronizadas… não dá para notar nenhum traço de individualidade, né?
E, realmente, se fosse uma capa com os caras que são promessa com certeza seria uma composição bem mais descontraída. E provavelmente sem exclusões por motivos estéticos.
Beijos!
O blog te indicou com um selinho!
Oi!
Obrigada, vou passar lá para conferir! : )
Beijos!
Nossa, a produção da fota é tão absolutamente sem graça, sem criatividade e sem personalidade. Como se fosse bonequinhas iguais, com perucas diferentes. No fundo, é mais ofensivo pras outras estarem dentro do que pra Gabourey ficar de fora. Já a capa da Ebony e da V estão o máximo, sorte dela!
Gostei do seu ponto de vista, Iara! Também adorei as capas da Gabourey, a da Ebony ficou bem espontânea. ; )
Gostaria em primeiro lugar dar meus parabéns pelas críticas bem construídas, os argumentos expostos e não impostos (veja bem, muitos não sabem a diferença), o tom bem humorado do blog em geral. Acho que eu vou na contramão das leitoras de blogs. Quando leio um blog literalmete vou da última a primeira página (se me agrada o conteúdo, claro) e o seu blog está entre os que mais me surpreenderam. Elogios rasgados, vamos ao post. Parece que há uma mudança sutil no mundinho do cinema, percebe a avalanche de histórias onde o personagem central se supera e no fim tudo fica bem? Clichês sempre houveram, mas sinto que há um movimento de mostrar a tristeza, feiura, desespero antes da tão esperada redenção. Nesse sentido a capa da revista não só ignora como despreza essa mudança sutil do cinema. Para que mostrar o diverso, o chocante, o inadvertidamente fora dos “padrões” se isso não vende revista? E para finalizar esse comentário ridicularmente longo, como considerar um ser humano como Lindsay Lohan como destaque em algo que não seja a preocupação do aumento da drunkorexia em jovens no mundo todo? Obrigado pelo espaço e não, isso não foi um desabafo rsrsrsr
Ótima resposta da Aline, clara e objetiva!
Ah, o comentário de cima é mer…rs
Olhei a capa por um segundo (em outro blog) e só. Não achei uma atriz realmente boa. Hollywood mudou muito e muito mesmo. E sim, eu faço mais caras e bocas ( e muito mais expressivas) que a Kristen…